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A maior pandemia já vista: O engano sobre a natureza relação sexual!

     Gostaria de conseguir hoje falar sobre sexo. Qual é a dificuldade de tratar desse tema? é que facilmente podemos cair em lugares comuns, e se for para chegar em lugares ja conhecidos seria mais fácil indicarmos cartilhas, livros, e conteúdos muito legais que existem por ai. Meu objetivo com esse blog é abrir um espaço de discussões sobre a vida que não seja em esquemas de oráculos, aonde as pessoas queiram respostinhas e fórmulas prontas para desafios complexos, definitivamente não creio que tais coisas tenham a ver com o evangelho e a proposta de vida de Jesus. 
    O que é sexo? O que na prática é mais aceito neste século é que trata-se uma atividade de natureza bio-física que visa cumprir uma necessidade, como bebida, comida, sono, e exercícios físicos. Embora tenha tido algumas boas contribuições para entender a mente humana, Freud basicamente definiu ser humano apenas pela questão de impulsos que nós aprenderíamos ao longo da nossa interação social e humana a "civilizar"(seja lá o que quer dizer civilizar, mas isso trataremos a diante). 
    O grande problema é que dentro dessa perspectiva a relação sexual torna-se um ato-coito de natureza animal, ou seja, por essa visão não passamos de bichos em busca de satisfação das nossas vontades, e essa noção de realização desprovida de implicações emocionais e afetivas, tem consequências trágicas na humanidade. Um outro grande problema nas definições modernas sobre ao sexo é nívelar com a comida ou bebida, muito embora o sexo seja sim muito necessário, não vejo condições de igualar o sexo com essas outras necessidades, veja, não estou querendo criar um ranking dogmático de qual é a mais importante, até porque depende muito de uma série de fatores, de modo que não dá para ser generalista. Existem momentos, idades, e circunstâncias em que o sexo tomará a maior importância sim e outras que ele não terá absolutamente nenhuma relevância para vida. Colocar sempre, em todos os momentos, o sexo como condicionalmente igual entre demais funções e necessidades bio-fisico-psicologicas não é prudente. A implicação prática desse pensamento de igualdade entre as ditas necessidades é que em cima disso se desenvolve uma cultura de exacerbação do erótico, fantasiosidades, fetichismo, idolatria, e pornografia. Disso tudo decorre coisas vistas hoje como objetificação do corpo (principalmente da mulher), erotização de crianças (isso existe sim), entre outras bestializações já vistas. 
    Relações de "coito" meramente fisica, espaçadas no tempo, e muitas vezes com parcerias diferentes, tem implicações mortais para as emoções e afetos, causando falta de sensibilidade no "aparelho afetivo", sim, todos nós nascemos com uma espécie de região afetiva, que deveria ser ativada com a intimidade, no entando, intimidade trata-se de cultivo, porém a tragédia é que não dá para falar de algo construido se os vínculos não se prolongam no tempo, e como falar de vínculos e construções afetivas numa percepção egoísta de apenas matar a vontade? Temos visto uma geração de disfuncionais para relacionamentos: Pessoas que sofrem de esterilidade afetiva, ou seja, total incapacidade de vivenciar relações duradouras, totalmente incapaz de ser integralmente fiel na conjugalidade prometida, usando uns aos outros para se recrear, desalinhando os afetos, se confundindo, não sabendo nem o que sentem mais, ou seja, uma total desconstrução da humanidade, ficando totalmente aquém daquilo que poderia e deveria ser. 
    Até então abordamos apenas sob uma ótica sócio-emocional, porém vendo sob o ponto de vista da espiritualidade cristã essa geração se quer sabe o que é sexo. Sexo na ótica do evangelho é a celebração da intimidade entre pessoas que se amam, porém não o amor "barato" deste século, mas o amor do compromisso, de quem se escolheu mutuamente. Essa INTIMIDADE que é celebrada com uma relação conjugal santifica os conjuges, alinham seus afetos, ordenando o ser e a vida, pois o verdadeiro sexo aumenta a caridade entre o casal, edifica espiritualmente, e purifica a alma. O casamennto segundo Deus é a maneira pela qual Deus quis fazer com que o macho e a fêmea saiam de uma condição de animal a uma vida de plena santidade, de modo que é a única "Civilização" possível que a ser atribuída ao nossos desejos, caso contrário, no máximo seremos entes domesticados e amestrados como animais em correntes morais, com estimulos como o medo, consequencia, recompensa, e punição, tendo os desejos e vontades refreados exteriormente sem qualquer entendimento, apenas por censura social, que podem mudar com as gerações, como na verdade já mudaram, pois hoje temos visto toda a sorte de "preferências sexuais" sendo moralmente aprovadas e qualquer visão ética que discorde sendo censurada, cancelada, e muitas vezes até punida nas justiça. 
    Porquê vivenciar o "ato-coito" que apelidaram de sexo (porque isso não é sexo) é algo pecaminoso, não recomendável, e desestimulável em todos os níveis? porque não fomos destinados a isso. Nós fomos destinados a experimentar integralmente da intimidade, e ao separar o conceito da relação sexual do contexto da intimidade conjugal, vivemos uma relação disfuncional e desproposital para aquilo que Deus estabelece, sendo algo simplesmente desumanizador, desagregador, e torpe, gerando ainda mais solidão. É necessário ressaltar que qualquer nível de intimidade é destinado a conjugalidade, portanto não se admite, biblicamente falando, nada que seja fora do vinculo e do enlace matrimonial, pois o que ocorre no meio de cristãos é criar subterfúgios para vivenciar alguma intimidade "parcial", ok, que assim seja, não é meu papel fazer juizos, porém ja está se vivendo uma quebra com essas concessões, mas como nossa proposta é a reflexão, não cabe aqui dizer o que fazer ou não da sua vida, é você e Deus, apenas lide de uma forma madura com a sua realidade, e não com idealizações infantis. 
    Concluindo: Será que percebemos o tamanho da tragédia? poderíamos abordar os casamentos destruidos por uma noção errada da intimidade, as crianças sem pais, as familias destruidas, e uma infinidade de outras coisas afetadas por um engano quanto ao verdadeiro significado desse algo bom, que Deus criou mais desfrutarmos e que se torna objeto de idolatria e paganismos. Não sei qual é a sua situação, mas existem casados sem realização saudável e boa, e que não vivem integralmente a intimidade. Também solteiros que se prolongam demais se expondo e se vulnerabilizando, mas meu objetivo aqui não é trazer cartilhas exteriores morais e sim entendimento e reflexão. 
    Que a Paz de Deus habite nossos corações e ilumine nossos entendimentos.

O que pensa de tudo isso? compartilhe comigo nos comentários.



Felicidade sem Deus: Um projeto Falido!

   
 
Não tem palavra e conceito mais desgastado hoje do que a tal felicidade, sim, digo a tal porque ninguém mais sabe definir de maneira simples e prática o que é. Infelizmente esse termo é um dos mais citados nos mais diversos contextos, porém de forma solta e sem qualquer compromisso de verdade, sendo vinculada apenas a consumo, experiências, aquisições, e conquistas de confortos materiais de toda natureza, porém hoje nós vamos encarar esse problema e entender como uma coisa boa se torna doentia no processo humano.
     O tema felicidade é tão antigo quanto a nossa vida aqui na terra e ja foi tratado das mais diversas formas na filosofia antiga, nas religiões, e resumidamente sempre esteve ligado a algo positivo, confortável, ligado a sensação de maior bem estar e qualidade de vida. Poucos pensam felicidade admitindo privação, dor, desconforto, angústia, entre outras coisas, ou seja, no conceito mais fácil  e que venceu na história jamais houve associação ou alguma definição que incluisse sofrimento, perda, e frustrações, pelo contrário, ambas as coisas na visão humana são excludentes, ou seja, todos os grandes pensadores tentaram equalizar e conciliar o paradoxo da felicidade e do sofrimento, coisas aparentemente contraditórias. 
     O grande problema hoje de se falar sobre qualquer coisa, é que excluimos a complexidade da vida, desejando falar de temas como esse sem considerar a cruel realidade vivida em nossos dias, sim, nos vendem uma felicidade de papel, que não tem fibra, suor, sangue, e dores. A grande tendência do mundo hoje é a anestesia, queremos soluções sem dor, queremos salário sem trabalho, aposentadoria sem contribuição, queremos lucro sem investimento, e com a felicidade nós esperamos que ela deite e durma conosco e que nos faça esquecer que o dia a dia é duro, que as frustrações aparecerão e nos engolirão, perturbando nosso mundinho, cuja felicidade é um pedido no IFOOD, mas espere um pouco vamos chegar no fim desse texto com uma ideia um pouco melhor sobre isso, NÃO VÁ EMBORA.
    Já vimos que considerar felicidade num mundo sem dor e angústias é você abrir mão da verdade, e quando queremos ser "felizes" sem a verdade, não temos nem uma coisa e nem outra, desde logo podemos concluir que não dá para viver sempre num estágio analgésico todos os dias da nossa vida, e quanto mais fugimos disso mais adoecidos, tristes, depressivos, e fragilizados ficamos. Existe também uma cobrança irreal para "sentir bem" (seja lá o que isso quer dizer), mas creio que todos nós já ouvimos uma famosa frase: "se te faz feliz é o que importa", ou "se te faz feliz não é errado", enfim, propostas de felicidade dissociadas de implicações morais, como se fôssemos bichos e cumpríssemos na felicidade uma necessidade biológica como comer, beber, dormir, e fazer sexo. Podemos concordar que o certo e errado importam na felicidade? Sim? Então temos outro ponto importante: A felicidade, seja ela qual for, terá que envolver ao menos uma mínima noção e perspectiva de moralidade, porém a grande questão é que a parte moral vem de Deus, não aparece espontaneamente, não é um dado genético, não é construido humanamente, mas é atribuido pessoalmente a Deus, sim, chegamos na fonte de toda a felicidade possível nessa terra, sim, felicidade POSSÍVEL, pois nessa caminhada terrena não há nada total e pleno, mas possível. Não existe nenhuma coisa, nenhum bem, ou experiência humana capaz de preencher plenamente a nossa vida aqui a ponto de nos fazer sentir tão plenos, quero dizer que sempre dentro das maiores felicidades estarão presentes dores, medos, angústias, instabilidades e perturbações, todas elas apontam para um ideal que só virá na eternidade.
    Vamos Concluir? Sem Deus não existe construção de certo e errado, pois estas coisas não nos são atribuidas. Sem moral qualquer coisa pode ser felicidade, até mesmo a infelicidade alheia, ou seja, um hedonismo e egoísmo marca bastante essa felicidade moderninha analgésica, mas continuando: Existe felicidade sem dor? esse projeto é anestésico, químico, manipulado na farmácia, fabricado em comprimidos tarja preta, aceito apenas em ideologias políticas fantasiosas que acabam entregando mais loucura ainda. O que é felicidade? É ser quem devemos ser. Quem devemos ser?  Olhemos para Cristo, sim, ele não era infeliz, pelo contrário, ele se alegrava em fazer a vontade do pai, portanto devemos viver a vida de Cristo, viver as angústias, tristezas, e experiências que ele vivenciou. Essa é a felicidade real: Encarar o que Deus tem para min, cumprir uma carreira, seguir a minha trajetória assim como a flexa segue seu alvo projetado pelo arqueiro. Voltemos a Cristo, e vivendo nele poderemos conheceremos o nosso "dever ser".

Que Deus nos ensine a ter felicidade nele. (recomendo refletirmos no sermão do monte)



     

O cristão deve lutar contra o "marxismo cultural"?

     
     O assunto principal que sempre trataremos aqui será Espiritualidade Cristã, mas dentro do guarda-chuva desse grande assunto apontaremos problemas, desvios, perversões, e falsas noções que acabam sendo Anti-espiritualidade, ou seja, algo que simula e aparenta piedade e bondade, mas na verdade é prejudicial e nocivo para o cristão.
    Importante ressaltar que a anti-espiritualidade cristã toma ocasião através de coisas que parecem justas, por exemplo, muitos que acreditam num certo ideal de justiça social tornam-se militantes e guerreiros do "bem", fazendo desse tema (que a princípio ninguém é contra) uma espécie de trilha sonora da vida, e assim acabam submetendo tudo a essa "luta", até o próprio evangelho torna-se o "evangelho da justiça social", ou seja, um tipo de "evangelho político". Esse tipo distração em forma de "pautas sociais" acaba seduzindo muito pessoas que desejam combinar o evangelho com ideologias progressistas de esquerda, e esta mistura ja é um projeto pagão, anti-espiritualidade, e letal para o discípulo de jesus.
     Um suposto marxismo cultural, surge como narrativa ideológica também sedutora para muitos cristãos. Sob o pretexto de lutar pelo ocidente, contra o comunismo, contra a perda de valores, dentre esses a família, a pessoa embarca numa espécie de cruzada moderna política, passando a submeter a realidade a essa construção ideológica. A partir desse momento, até mesmo o evangelho torna-se um projeto político de direita (que muitos chamam até de cosmovisão cristã), passando até mesmo a separar as pessoas entre esquerda e direita, bons e maus, levando-os a estar contra um suposto mal utilizando as mesmas armas do inimigo (praticamente uma ética de guerra).Nem todos vão para esses extremos colocados aqui, muitos ficam no meio do caminho no quesito radicalização, mas todos de alguma forma refletem a partir daquela narrativa sobre os fatos, acontecimentos, e sobre a vida como um todo. Isso vem a comprometer o projeto do evangelho que é o Reino de Deus no homem, ou seja, na interioridade.
     A pergunta é: Devo me envolver nesse tipo de lutas e discussões? Em Primeiro lugar, a caminhada cristã diária é muito árdua, exige muito do discípulo, de forma a não sobrar tempo e energia para dividir com outros projetos. A família, o trabalho, o serviço na igreja local, o socorro aos orfãos e as viúvas, o cultivo de disciplinas espirituais, tais como oração, leitura devocional, silêncio, e contemplação, já exigem toda concentração. Se Toda a energia das pessoas que vivem de discussões, abstrações, e debates em suas bolhas de redes sociais se voltasse para essas coisas do dia a dia duvido que esses problemas existiriam, se existissem não seriam coisas tão representativas, possibilitando soluções via diálogo na cultura e na sociedade, não através de discursos e politização exacerbada de temas.
     Sabe qual é a instituição mais eficaz contra pobreza, imoralidades, e toda sorte de problemas? A igreja local, sim, a igreja local é a maior e mais eficaz forma de combate a supostos males que se levantam, sejam eles de ordem política, social, econômica, moral, etc. Eu te pergunto: Você já plantou uma igreja local? Ou mesmo, você ja participou ativamente de um projeto de revitalização de uma igreja local? Se sim, você sabe que este projeto toma todo seu tempo, recursos, e energias, envolvendo família, dinheiro, requerendo assim uma entrega total. Agora eu pergunto: Quantos desses salvadores do ocidente e do cristianismo, envolvidos na luta contra o marxismo cultural estão envolvidos com as atividades acima? quantos deles tem disposição para plantar uma igreja em áreas carentes, pobres, e de grande risco social? Quantos sairiam de seus confortos para viver esse tipo de experiência? Quer justiça social, meu caro cristão progressista? plante uma igreja, pregue e viva o evangelho. Quer ver os valores morais cristãos prevalecerem, caros cristãos da "cosmovisão"? plante uma igreja local, de preferência em locais periféricos, mas plante uma igreja local. Pregue e viva o evangelho, depois me diga se ainda dá tempo de envolver-se em teorias.
    Todas essas lutas não passam de vaidades e infantilidades. Lutas de bem contra o mal são sedutoras, e tudo que é sedutor trabalha com a aparência, com o estético, e não através de conteúdos, enquanto isso o mal dentro de nós permanece, pois estamos buscando eliminar um suposto mal fora de nós, sempre no outro. Essa batalha cósmica nunca acaba enquanto o mal não for eliminado, e isso quer dizer que na prática sempre acabará em domínio político de um grupo sobre outro, ou seja, opressão e despotismos de toda ordem, no fim tudo é vaidade. Que Deus nos acorde desse sono, dessa paralisia, dessa cegueira, desse canto bonito que as ideologias e narrativas exercem sobre nós, que voltemos para o simples, que é buscar a verdade no íntimo. 

Recomendo nosso vlog: Teologia Para Maltrapilhos

O Papel das emoções no caminho da espiritualidade!

   

     Sermos complexos enquanto formas de vida faz com que diversos fatores e ambientes, tanto externos quanto internos tenham peso em nossas ações, reações, respostas, e reflexos. Por emoção damos o nome do conjunto de estímulos que recebemos e emitimos na tentativa de interagir com tudo ao redor, seja o nosso semelhante, seja a natureza, seja o ente coletivo familiar, social, entre tantos outros. Nesse texto vamos dar um trato especial com o tema emoções, pois é, vamos dar uma atenção para essa faculdade tão particularmente humana, que historicamente, a literatura e o pensamento cristão não dá tanta importância, porém têm se mostrado importante na medida em que estamos assistindo a um surto mundial de uma série de transtornos, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, entre outros.
    Os séculos anteriores foram períodos de proeminência de uma suposta "razão", aonde a parte do nosso ser identificada com as emoções era abafada em nossos processos decisórios em nome de filosofias áridas, secas, pouco empáticas, que levam em conta apenas um "cartesianismo matemático linear". Essa secura no pensamento moderno, faz com que a vida se traduza em "números" e "argumentos" totalmente desprovidos de alma, fazendo com que toda análise feita não compreenda a complexidade da existência humana, resultando num adoecimento pandêmico, aonde hoje as pessoas estão desesperadas buscando formas de se expressar, se identificar, pertencer, e sentir, sem saber lidar e gerenciar suas emoções e afetos.
     Antes de Entrar diretamente no tema das emoções é preciso falar sobre auto conhecimento. Precisamos ter uma caminhada interior, saber nossas potencialidades, nossas fraquezas,  e perceber como agimos e reagimos diante de fatos, de situações vividas, podendo assim crescer mais em maturidade. O termo Inteligência emocional está super em voga, e é a maneira que a modernidade está tentando traduzir a necessidade de sermos maduros, sabendo compreender as coisas que nos cercam. As emoções fazem parte de todo esse processo e caminhada da espiritualidade, precisamos ir em busca disso em nosso cotidiano.
     Somos emoções quase que da cabeça aos pés. Aqueles que se dizem razoáveis e calculistas são irracionais se não admitirem que o processo emocional nos implica integralmente, desde a parte mais sensível até o nível mais profundo. A alimentação envolve emoções e afeto, o vestir, estilo de vida, a forma como se expressa, enfim.. todos os nossos apetites, preferências, e gostos são implicados emocionalmente. O pecado desajustou nossas emoções, desalinhou nossos afetos e afeições, nos desencaminhando para processos doentios, em que as emoções se tornam o guia para tudo em nossas vidas, nos colocando numa posição de meros expectadores e apenas responsivos aos impulsos e instintos. Há grande perigo em cair nesse fosso, pois podemos ficar há um passo da nossa bestialização, desembocando na parte comportamental, sexual, entre outras coisas, por exemplo, a nossa era é sentimentalista, ela cultua as emoções, ela construiu um altar para os afetos, como se esses fossem nossos guias, e ao invés de nos faz administradores de nosso processo emocional, nos faz reféns.
     Precisamos como cristãos promover uma total redenção para as emoções. Não que elas sejam eliminadas do nosso processo de ser e existir, mas que elas sejam realinhadas e administradas, pois assim nos impulsionarão a um caminho de sabedoria, entendimento, e de relacionamento mais profundo e mais proveitoso com tudo ao redor. Dentro de uma relacionamento com Deus e do cultivo que é a espiritualidade cristã, esses são nossos desafios diários: Submeter nossas emoções a um auto-exame, permeando nossas afeições com o evangelho. Esse caminho é árduo, doloroso, e cansativo, mas necessário, e alguns terão dificuldades por talvez terem um temperamento em que sejam mais impulsivos, mas é fundamental se cuidar e poder assim glorificar a Deus através de uma espiritualidade emocionalmente saudável. O pior trabalho é aquele sobre si mesmo, porém é o mais nobre, o mais alto, e portanto o mais honroso.
    Esta geração atual está se afundando nas suas próprias emoções, sim, temos processos doentios de toda ordem acontecendo. Não sabemos nos frustar, não sabemos encarar realidades duras, não sabemos digerir fracassos e respostas negativas da vida, não sabemos não dar certo, porque nossas emoções nos elevam para ambientes de positividade infantil, de falsas promessas, de sonhos fraudados, que sendo nutridos acabam nos destruindo. Desde a infância deveríamos ser mentoreados e ensinados a lidar com situações indesejadas, inesperadas, e infelizes, sendo capazes de absorver os golpes da vida real e concreta e utilizando essas situações infortunas como combustível para continuidade da vida, e não para acreditar em fim de carreira. A morte é a situação mais previsível das nossas vidas e para nós ainda é um problema. Não conseguimos aceitar a partida de nossos Pets, quanto mais a de entes familiares mais queridos. Você não acha isso estranho?
     Que esse texto sirva como uma centelha de provocação e reflexão sobre a implicação das emoções em nossas vidas e que sejamos daqueles que gerenciam seus afetos e não sejam só reações e reflexos condicionados e determinados por manias sem sentido, portanto que possamos buscar uma redenção no evangelho.

Recomendo Vlogs: Jordan Peterson

Reflexõs sobre a série "Black Mirror"

   
  Black Mirror é uma série da Netflix que tem impactado pessoas diversas. É interessante pensar que um individuo como eu, "religioso", muito voltado para a espiritualidade cristã, goste da série tanto quanto uma pessoa sem nenhuma prática religiosa, ou com uma prática espiritual de outra vertente. Em se falando de black Mirror, vejo gente de classe alta e baixa se identificando, e vejo isso como muito bom.
     Da mesma forma que no Post anterior (que  falei sobre um filme chamado "7 minutos depois da meia noite") meu objetivo aqui não é dar spoiler para quem não viu, nem fazer comentários críticos a respeito, ou seja, não vou comentar produção, atuação, fotografia ou algo do tipo, mas quero discutir o que tenho visto no conceito trabalhado ao longo dos episódios.
     Indo direto ao ponto da série, o que eu observo é que é trabalhado claramente o conceito de natureza humana, ou seja, eles fazem uma antropologia do homem, uma análise e reflexão sobre o comportamento nosso de cada dia em contextos relacionados a tecnologia, e como usamos dos confortos materiais e tecnológicos que temos e quais consequências esse nosso uso trás. O bom de olhar uma série não é culpar A ou B, mas se enxergar como o A e B, em pensar como agiria naquele lugar, sim temos um cacoete de querer culpados que nos impede sempre de fazer uma reflexão mais profunda acerca das coisas, pois Quando eu olho para qualquer ser humano que considere bom ou ruim, na verdade deveria entender que estou olhando para min mesmo, dessa forma eu entendo o "Black Mirror" ( traduzindo seria algo como espelho escuro), só um ser em estágio de infantilidade é que transfere o mal sempre para o outro e nunca chama a responsabilidade.
     Outro Ponto interessante tratado ao logo de cada história é a frustração do homem com a ciência, pois nós gostaríamos de ter tecnologias que solucionem problemas nossos como a morte, a segurança total, uma justiça plena, um bem estar inabalável, entre outros tantos. Gostaríamos de eliminar pessoas que não gostamos do nosso convívio sem precisar fazer o "trabalho sujo", desejamos também terceirizar toda nossas vidas e responsabilidades a outros, isso é muito próprio de nós seres humanos, você não acha? Utilizando o Exemplo de um dos episódios que vi: Será que não gostaríamos de monitorar nossos filhos pelo "lado de dentro?" através de uma tablet e uma Câmera implantada nos próprio cérebro da criança, e assim proporcionar a ela maior segurança e menos privações? respondendo por min diria que sim, mas o Bom é que a série fala que esses benefícios que a tecnologia está dando cada vez mais para nós não resolvem nada, pelo contrário, criam outros tantos problemas que devemos lidar, nos levando a entender que nos fim das contas o problema somos nós mesmos, pois ainda não existe tecnologia para resolver o problema do medo, do ódio, da inveja, da ganância, da hipocrisia, e toda a sorte de males de natureza MORAL. Em boa parte ja vivemos  muitos "Black Mirror" na existência, as próprias redes sociais nascem com um sentido bom, mas nossos cacoetes de maldade acabam por tornar essas ferramentas instrumentos de difusão do pior possível em nós, por isso vemos casamentos terminando, amizades desfeitas, diluição do sentido da amizade, banalização de praticamente tudo na vida, ou da própria vida.
Nós estaremos sempre desencontrados da vida e na existência, não adianta, estamos perdidos, o único caminho é voltarmos a Deus, pois dele procede toda a verdade, e a verdade estabiliza e equilibra o  homem, a verdade liberta, e o conduz ao caminho mais claro, Essa verdade é Cristo. A verdade que tanto a filosofia busca através das técnicas, ela é apenas uma pessoa que responde por Filho Unigenito do Pai, ele morreu por nós, para não sermos mais "blackmirrorizados" e assim vermos tudo como num espelho claro.



  Paulo Gustavo

domingos Montagner e a fragilidade da vida: uma análise cristã

  Essa semana fomos chocados com uma tragédia. O ator domingos Montagner, um homem forte, saudável, cheio de vida, com carreira e sucesso profissional, e com muito pela frente, ao ir tomar um banho de rio apenas, perdeu sua vida e creio que detalhes todos já sabem. Acontecimentos como esses devem nos fazer refletir sobre algumas coisas importantes. Já dizia salomão que é melhor estar na casa do luto, pois ali se reflete sobre o sentido da vida, considerando coisas que na casa da alegria não temos espaço, analisando assim podemos tirar alguma coisa até mesmo de eventos tão inesperados como esses e quem sabe crescer.
 
    A primeira reflexão que eu faria tendo como pano de fundo esses fatos é que devemos valorizar cada minuto com as pessoas, pois não sabemos quando elas não estarão mais. Existem pessoas tão frequentes em nossas vidas, e acabamos pensando que ela sempre estarão ali, acabamos por banalizar aquela pessoa tão importante para nós, podendo chegar ao tempo em que só podemos lamentamos sua ausência para sempre. É dolorido só perceber depois o quanto alguém foi importante para nós e que não temos mais oportunidade de retribuir, de reconhecer, e de dar honra aquela pessoa. Fico imaginando a dor desses familiares, que perderam de forma tão estúpida um ente querido, tomara que eles tenham tido tempo de dizer tudo que sentem, ainda que tinham tanto pra viver ainda do lado dele.
    Penso também que o medo pode ser bom, o medo pode nos livrar de muitas coisas, pessoas destemidas não cuidam e não atentam para perigos, pessoas ousadas demais, que se confiam demais não sabem que morrer é muito mais fácil que viver, que a vida é frágil como um papel, que nossa vida é um sopro, não somos nem de longe somos auto-suficientes. A maioria dos afogamentos acontecem com quem sabe nadar, não quero julgar se foi o caso com o ator, mas se ele tivesse um trauma de infância que não deixasse ele ter coragem para ir longe dentro da água evitaria tal evento. Concluo dizendo que nossos traumas, medos, são nossas marcas, e nos ajudam a refletir, óbvio que não devemos nos pautar pelos medos e traumas, sob pena de não viver, mas devemos considerar que o medo é normal diante de coisas desconhecidas.
    A brevidade da vida me saltou como algo a se pensar, se pensarmos que estatisticamente é mais fácil morrer do que viver, que existem tantas coisas que podem ceifar nossa vida, que somos pequenos, indefesos, e que no brasil vivemos dias cruéis do ponto de vista de segurança. Sem contar que nosso tempo de vida em média é pouco e passa rápido. Isso me faz pensar que cada escolha, decisão, e passo na caminhada da vida é de suma importância, saber aproveitar, remir o tempo, otimizar as coisas, perdoar, amar, ajudar, se doar, deixar um legado importante, e pregar o evangelho a todo e todas. Viver para glória de Deus implica em bom uso da força que temos, bem como do tempo, da inteligencia, forças, e recursos, devemos empregar tudo que somos e temos para que alcancemos uma vida digna da eleição divina em nós. Que possamos continuar a pensar sobre essas coisas e que Deus nos abençoe!