9 de ago de 2014

Cargos ou Ministérios? Uma grande confusão!

 
 Olá Leitor, Gostaria de tratar nesse texto de uma confusão muito comum e que tem consequências grandes na nossa caminhada, pois é muito comum confundir funções na igreja local com ministérios, isso acaba paganizando o Reino de Deus no sentido de que as pessoas atribuem importância espiritual para uma e outra função, ou mesmo acabam idolatrando o tal cargo na chamada "igreja", lembrando que a palavra igreja deveria estar no nosso vocabulário significando nós mesmos enquanto filhos de Deus redimidos por Cristo.
   A origem desse tipo de confusão está em uma cultura grande de títulos que existem na esmagadora maioria das igrejas evangélicas, é bem comum em uma conversa informal nós perguntarmos sobre o que uma pessoa faz na "igreja" e ela responder coisas do tipo: Ministério de louvor, diácono, etc. As pessoas dentro das comunidades são incluídas não pela comunhão e bom relacionamentos e crescimento, mas pelos títulos, hoje em dia é muito comum ver um novo cristão com 1 ano de caminhada ser incluído em setores da comunidade local e já se diz daquela pessoa que ela está firme e consolidada como cristã, ou seja a pessoa é incluída com alguma titularidade, Logo as pessoas associarão Ministérios a Cargos, uma coisa e outra são na maioria das vezes diferentes. Vou tentar trazer o básico de uma explicação prática aonde saibamos fazer essa diferenciação.
   Sem entrar no mérito teológico da palavra grega e de como é na bíblia, Ministério só tem a ver com a nossa vida, somos nós mesmos, independente do lugar, é quando usamos tudo que somos ou temos para de alguma forma ajudar, dar testemunho do evangelho, ou seja tudo que é feito pra Deus. Até nossa profissão é Ministério, podemos fazer muito pelo Reino de Deus como padeiro, pedreiro,etc. Como podemos ser úteis ao Reino em profissões que não tem relação direta com a "igreja" ? sendo éticos, sendo excelentes profissionais, sendo pessoas generosas em seus ambientes de trabalhos, procurando dar alcance a ele cada vez maior, em fim... A vida cristã ela tem toda essa abrangência.. a nossa vida é o ministério..
     Cargos na "igreja" são apenas funções eclesiásticas que visam a organização dos trabalhos e que eles aconteçam para glória de Deus, alguém que cuida das finanças, do louvor, da limpeza, e de tantas outras demandas de uma igreja local não necessariamente tem o dom para aquilo ou  o chamado de Deus para atuar naquelas funções, mas cumprem esse papel de acordo com a necessidade da igreja, é um meio de a pessoa também se sentir inclusa na comunidade, mas jamais pode ser a tábua de salvação da pessoa em que ela não estando mais naquela função perde sua importância ou legitimidade no Reino.
     Podemos eventualmente deixar as  funções numa igreja, mas nunca perderemos nossos dons e nosso ministério, pois como eu disse ministério é a própria vida daquele que foi redimido, não é muito raro ver pessoas se sentindo mau ou humilhadas perante a comunidade por não estarem mais nas suas funções, como se aquilo fosse de fato determinante no Reino de Deus. A espiritualidade dos títulos gera essa idolatria por posições na chamada "igreja" aonde a pessoa fica até fraca na fé se não estiver mais cantando no louvor, ou se não estiver mais no teatro, alguns até perdem a motivação de estar na "igreja" porque não possuem mais cargos, como se o cargo fosse de fato a unica motivação.
    Devemos pensar com as categorias do Reino de Deus e não de igreja-local, se pensarmos como podemos ser uteis no Reino, seremos benção aonde estivermos, se vermos que nós mesmos somos o ministério cuidaremos para não idolatrar funções na igreja, muita vezes a função ou o cargo estraga a vida ministerial de alguém que iria muito bem se soubesse que o Reino de Deus está não fora, mas dentro do homem, as pessoas deveriam colocar em seus corações que se sua função na igreja atrapalha o seu caráter e desenvolvimento como servo de Deus aquilo está sendo pedra e deveria ser arrancado como um olho ou uma mão que te faz pecar, nossa relação com cargos deve ser de uso dele, ou seja, um meio como qualquer outro meio aonde eu busco ajudar a cooperar no Reino, mas nunca o único. 
  O ensino correto produz libertação, aonde a pessoa pode ser o Reino aonde ela pisar, mesmo não possuindo capacidades de boa fala ou cantar bem, podemos ver que tudo em nós pode ser útil para ajudar pessoas, consolar, alegrar, nem que seja com um sorriso ou abraço. Limitar a obra de Deus apenas ao que acontece numa igreja-local é tornar o Reino de Jesus num Reino religioso de horas marcadas e funções determinadas, Jesus disse: " O reino de Deus está no Homem". 

Paulo Gustavo

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