20 de jul de 2018

O evangelho não precisa de Ideologias acessórias!

Olá amigos, Bem direto ao ponto eu quero fazer algumas afirmações sobre o tema que praticamente ja é proposto claramente no título que usei para esse texto, segue abaixo o que eu desejo dizer:
Evangelho + Conservadorismo = Não é Evangelho 
Evangelho + Direitismo = Não é Evangelho
Evangelho + Progressimo = Não é Evangelho
Evangelho + Comunismo ou esquerdismo em geral = Não é Evangelho
    Ou Temos uma experiência com o Evangelho de Jesus ou adotamos Ideologias, os dois não dá.
     Não dá para ser cristão e ser de Direita ou conservador, assim como não dá para ser cristão e ser de esquerda ou progressista. Ao meu ver não há meio Termos, ou pensamos conforme o evangelho ou adotamos essa ou aquela linha ideológica, se o evangelho não me ajuda a entender a natureza das coisas, bem como a realidade, então não tenho uma experiência profunda com Jesus.
     O fato de uma ideologia se apropriar de alguns princípios bons, não quer dizer que ela seja adotável, no primeiro momento ela pode ser sedutora, mas a longo prazo essa idéia bonita vai ficando e o evangelho vai se dissolvendo até que o cristão não exista mais, pelo contrário, dê lugar a um militante político travestido de crente, desenvolvendo assim um paganismo moderno, uma idolatria.
     Essa galerinha "reformada" da "facebookesfera" grita aos quatro cantos e chama as pessoas a crerem no "Evangelho puro e simples", mas quando vai ver na sua prática e na sua linguagem o evangelho deles não é puro, pelo contrário, ele vem com "gelo e limão", com ideologias de  Direita ou esquerda, perdendo assim toda a verdadeira simplicidade, ficando para trás o escândalo e a loucura da pregação que são essenciais e devem ser preservados.
     Alguém pode me perguntar com tudo isso que falei: Mas Paulo e a participação do cristão na política e na sociedade? Bom particularmente eu não creio na política, para min a política é uma linguagem anti-cristã, demoníaca, criada para tranformar mentira em verdade, errado em certo, e dar uma aparência bonita ao roubo, mas isso é particularmente. Eu acredito que dá para votar no candidato que você quiser votar sem fazer deste um enviado de Deus, sem encher o saco na internet, sem dividir o mundo entre os que votam nele e os que não votam, dá também para pelo menos respeitar quem não tem o mesmo interesse que você, enfim, quando a pessoa não tem nenhum produção intelecutal, não tem uma reflexão própria, não tem coisas diferentes para falar, mas toda hora fala do político salvador da pátria "X" ou "Y", é porquê não está envolvida numa plantação de igreja, não está envolvida na restauração de vida, na ajuda aos que precisam,  não está envolvida num discipulado, não está sob a liderança de alguém, enfim, são pessoas que já se perderam no paganismo moderno da política e são estéreis. E o Pior a visão política  já influênciou a visão ética que deveria ser influenciada pelo evangelho, sem contar a visão estética, que também influencia as nossas preferências e permeia nossas percepções.     
    Espero de verdade que esse texto ofenda, no sentido que de que ele crie incomodos em nós, e nos ajude a aprofundar mais nossa caminhada e nossa experiência com Deus e com o seu santo evangelho o qual deve sempre ser nosso ponto de partida e ponto de chegada.


24 de mar de 2018

O Uso político da Morte!

A morte sempre foi um momento de total silêncio e reflexão para a maioria das culturas. Seja oriental ou ocidental a morte de um ser humano é um momento para choro dos entes queridos e amigos, e de reflexão sobre a brevidade e fragilidade da vida, é diante da morte de alguém que nos lembramos da nossa finitude e vulnerabilidade, e que se quer podemos prever o dia de amanhã. Esse tipo de reflexão não é feita todos os dias, pois a correria, o trabalho, os muitos planos nos envolvem de tal forma o qual não podemos se quer pensar em temas que nos tocam, afinal de contas a morte é algo comum a todo o indivíduo, até mesmo Deus provou a morte na pessoa de Jesus Cristo, ainda que tenha ressuscitado ao terceiro dia.
     Já diria o Sábio Salomão em sua idade mais madura que "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração." (Eclesiastes 7:2) e também diz: O coração dos sábios está na casa do luto (Eclesiastes 7:4), ou seja, ele entendia que existe uma certa sabedoria contida e reservada para momentos de luto, os quais os dias de alegria não podem oferecer, portanto não é que se tenha uma visão positiva da morte, pois a morte sempre foi e será considerada como uma violência para nós, algo traumático, dolorido, e que marca profundamente nossas existência, mas ela é algo que nos faz de alguma forma crescer, no entanto temo que a nossa sociedade não esteja respeitando isso, temo que tal coisa seja usada para interesses que não são reverentes com o momento de extrema dor e luto de familiares bem como dos amigos mais próximos, eu reputo o luto como um momento dos mais particulares possíveis, que devem ser vividos apenas pela família e pessoas mais próximas, e que os mais distantes devem apenas prestar solidariedade, se possível da maneira mais silenciosa e contida possível, sem muito discurso e palavras.
     A morte brutal da Marielle Franco (Vereadora do RJ) que foi executada provavelmente por questões relacionadas a sua atuação política e sua repercussão nas redes sociais é um retrato que desejo usar para falar da falta de respeito pela morte de diversas pessoas, grupos, e afins, os quais se utilizam cada qual do seu modo desse evento para levantar suas bandeiras políticas e de supostas "grandes soluções" e com isso obter mais capital político para usar em suas campanhas e poder conseguir votos, e por consequência conseguir poder. Cabe o questionamento: Será que as disputas políticas não deveriam ter um certo limite ético? será que uma pessoa não pode mais morrer em paz?(é uma força de expressão) Será que não podemos nem respeitar o tempo adequado para o luto dos familiares e amigos íntimos? Será que podemos isentar pelo menos a morte de uma pessoa de análise ideológicas e oferecer solidariedade aos enlutados?
     Particularmente eu fiquei estarrecido com o comportamento das pessoas: De um lado levantaram fatos sobre a vida particular da moça (que antes de morrer eu nunca tinha ouvido falar) o qual difamavam-na, na tentativa de esvaziar o fato de que nenhum ser humano pode ser assassinado da forma que ela foi, de uma maneira covarde, ainda que essa pessoa tenha idéias e atuações sociais das quais não concordo. Jamais devo levar questões de opinião para o lado pessoal, na verdade isso é tão óbvio que não necessitaria ninguém dizer, mas no nosso brasil a política está sem limites. Um outro grupo tentou transformá-la em mártire de uma religião, em heroína, alguns compararam-na até com Jesus Cristo, para com isso tentar inflacionar o valor de tal forma a se conseguir comover as pessoas sensíveis aos fatos recentes e assim conseguir puxar apoiadores e marketing. Logo veremos camisas, broches, e produtos políticos vendidos por conta do uso maldoso de políticos com a morte de um ser humano, a morte de alguém não pode se tornar um "produto político". Um outro lado horrível é a midiatização.Os jornais e revistas ganhando dinheiro com seus anunciantes, surfando na morte de uma mãe, de uma pessoa, de um ser humano covardemente assassinado, aonde está o limite para essas pessoas? Sinceramente, eu vejo com péssimos olhos a política em si, pois a sua linguagem é a de lucro político, é a de "demagogizar" fatos, usar a sensibilidade e comoção das pessoas para fins particulares, é um tipo de canibalismo o que foi feito nos últimos dias. 
    As redes sociais se tornaram uma praça de guerra de textões para todos os lados, fotos, calúnias, fake news, e politização de um fato que não poderia ser usado pela política. A morte tem que ter respeito. Assim como não se deve lucrar com a miséria e pobreza, nem com qualquer tipo de sofrimento humano, menos ainda com a morte, principalmente quando acontece de uma forma tão brutal. Antes de qualquer palavra no sentido de análise política, é muito mais importante prestar condolências, solidariedade, ajuda material e moral a todos os mais próximos, mas enfim, estamos sofrendo da doença chamada política, que não perde a oportunidade de ganhar mais poder, e o pior, poder em benefício próprio os de grupos particulares como sempre foi e sempre será, independente de ser Esquerda ou Direita, ou qualquer que seja o grupo. A questão humana privada está acima da questão política e de ideias.
Fica esse Texto como uma reflexão sobre os limites éticos para qualquer que seja a luta o qual as pessoas se envolvam, existem coisas que estão acima de disputas de espaços, acima de qualquer debate, pois até que ponto vale a pena deixar de ser um ser humano comum para se envolver em utopias políticas? 

18 de jan de 2018

Reflexões Sobre a Série "Lúcifer"

 
Olá Leitores! É bom quando vemos coisas que nos provocam e nos inspiram a uma reflexão, não podemos perder o impulso investigativo, levando isso a sério com certeza seremos guiados a verdade, aliás,a verdade nos cerca, está sempre no nosso "nariz". A verdade sobre as coisas é como um painel de neon bem claro numa noite escura, nós que estamos cegos, e em busca de muitos "algo mais".
     Tenho Assistido Série "Lúcifer" e achei uma série de uma qualidade  muito boa, não pelo roteiro e história somente, mas principalmente pelas provocações que ele faz. É interessante perceber que falar de Deus ou de coisas religiosas sempre dá ibope, seja para parodiar, seja para falar bem. Religião está sempre na mira  dos que pensam as artes, principalmente a cristã, pois é a que mais tem adeptos. Por mais que esta era pregue uma quase que "laicização" da existência,  ou ateísmo prático, o tema Deus/religião/divindades vende.
     Para assistir e aproveitar bem a série podendo se divertir é necessário saber entender que fantasia é fantasia, que a série não se pretende ser cópia perfeita da realidade, nem tão pouco se pretende ser bíblica. O autor cria uma história em que Deus é pai do diabo,  e que o Diabo é um filho que se rebelou contra Deus, e que desde que aconteceu esse "motim cósmico" ele foi lançado no inferno, sendo ele responsável por esse lugar, e pelo castigo de cada um indivíduo que lá entrasse. Porém esse Diabo cansou do inferno, entediou-se e decidiu viver a experiência humana, fugindo do seu lugar de origem. (esse é o máximo que vou falar da série, pois aqui não é para spoilers) a partir de então o Diabo passa a de cada vez mais sentir o drama humano, algo até então desconhecido por ele, e passar a se estranhar consigo mesmo quando sente medo, ódio, ciúmes, incertezas, e culpas. Claro que tudo isso é retratado de uma forma bem engraçada, atrapalhada, doida mesmo, e que não fica claro se ele é bom ou ruim.
     A parte mais interessante da história é que ele não consegue lidar bem com os sentimentos humanos, pois para ele significaria vulnerabilidade e fraqueza, coisas que não fazem parte do vocabulário de quem tem ou quer o poder absoluto. e o Diabo mesmo sendo homem, mesmo eu sua  limitada experiencia humana, ainda se comportava e tinha uma síndrome de Diabo, que é ser arrogante, soberbo, e nunca demonstrar qualquer tipo de fraqueza. É engraçado perceber como é o imaginário popular sobre o Diabo e suas ações na vida das pessoas, é engraçado ver que as artes podem e até tem essa licença poética de inverter as coisas, fazendo com que nos apeguemos a pessoas que se fossem reais em nossa vida e existência nós reprovaríamos.
   Entendo que alguns cristãos vão se negar a ver pelo próprio nome da série, ou por achar que é zombaria, não achei nada desrespeitoso,  até tem um episódio que um padre fala de sua experiência de fé para o "Lucifer" e ele não consegue entender como aquela pessoa com tantas tragédias em sua vida ainda acredita em Deus e quis ser padre, obedecendo a uma vocação. O chamado do cristão é para lidar seriamente com tudo, não fugir, mas encarar e refletir, percebendo qual o mais profundo clamor e dúvidas das pessoas, e mostrando ela o caminho, a verdade, e a vida que é Cristo.

Paulo Gustavo

3 de jan de 2018

Reflexões Sobre "Black Mirror"

   
  Black Mirror é uma série da Netflix que tem impactado pessoas diversas. É interessante pensar que um individuo como eu, "religioso", muito voltado para a espiritualidade cristã, goste da série tanto quanto uma pessoa sem nenhuma prática religiosa, ou com uma prática espiritual de outra vertente. Em se falando de black Mirror, vejo gente de classe alta e baixa se identificando, e vejo isso como muito bom.
     Da mesma forma que no Post anterior (que  falei sobre um filme chamado "7 minutos depois da meia noite") meu objetivo aqui não é dar spoiler para quem não viu, nem fazer comentários críticos a respeito, ou seja, não vou comentar produção, atuação, fotografia ou algo do tipo, mas quero discutir o que tenho visto no conceito trabalhado ao longo dos episódios.
     Indo direto ao ponto da série, o que eu observo é que é trabalhado claramente o conceito de natureza humana, ou seja, eles fazem uma antropologia do homem, uma análise e reflexão sobre o comportamento nosso de cada dia em contextos relacionados a tecnologia, e como usamos dos confortos materiais e tecnológicos que temos e quais consequências esse nosso uso trás. O bom de olhar uma série não é culpar A ou B, mas se enxergar como o A e B, em pensar como agiria naquele lugar, sim temos um cacoete de querer culpados que nos impede sempre de fazer uma reflexão mais profunda acerca das coisas, pois Quando eu olho para qualquer ser humano que considere bom ou ruim, na verdade deveria entender que estou olhando para min mesmo, dessa forma eu entendo o "Black Mirror" ( traduzindo seria algo como espelho escuro), só um ser em estágio de infantilidade é que transfere o mal sempre para o outro e nunca chama a responsabilidade.
     Outro Ponto interessante tratado ao logo de cada história é a frustração do homem com a ciência, pois nós gostaríamos de ter tecnologias que solucionem problemas nossos como a morte, a segurança total, uma justiça plena, um bem estar inabalável, entre outros tantos. Gostaríamos de eliminar pessoas que não gostamos do nosso convívio sem precisar fazer o "trabalho sujo", desejamos também terceirizar toda nossas vidas e responsabilidades a outros, isso é muito próprio de nós seres humanos, você não acha? Utilizando o Exemplo de um dos episódios que vi: Será que não gostaríamos de monitorar nossos filhos pelo "lado de dentro?" através de uma tablet e uma Câmera implantada nos próprio cérebro da criança, e assim proporcionar a ela maior segurança e menos privações? respondendo por min diria que sim, mas o Bom é que a série fala que esses benefícios que a tecnologia está dando cada vez mais para nós não resolvem nada, pelo contrário, criam outros tantos problemas que devemos lidar, nos levando a entender que nos fim das contas o problema somos nós mesmos, pois ainda não existe tecnologia para resolver o problema do medo, do ódio, da inveja, da ganância, da hipocrisia, e toda a sorte de males de natureza MORAL. Em boa parte ja vivemos  muitos "Black Mirror" na existência, as próprias redes sociais nascem com um sentido bom, mas nossos cacoetes de maldade acabam por tornar essas ferramentas instrumentos de difusão do pior possível em nós, por isso vemos casamentos terminando, amizades desfeitas, diluição do sentido da amizade, banalização de praticamente tudo na vida, ou da própria vida.
Nós estaremos sempre desencontrados da vida e na existência, não adianta, estamos perdidos, o único caminho é voltarmos a Deus, pois dele procede toda a verdade, e a verdade estabiliza e equilibra o  homem, a verdade liberta, e o conduz ao caminho mais claro, Essa verdade é Cristo. A verdade que tanto a filosofia busca através das técnicas, ela é apenas uma pessoa que responde por Filho Unigenito do Pai, ele morreu por nós, para não sermos mais "blackmirrorizados" e assim vermos tudo como num espelho claro.



  Paulo Gustavo

23 de dez de 2017

O natal marginal

     
Hoje, Dentro da Cultura evangélica brasileira, de bispos,apóstolos, e ungidos, não teria espaço para entender o nascimento de um Rei-salvador que nascesse nas estrebarias, tirando seu primeiro sono deitado numa manjedoura e muito menos haveria espaço para uma caminhada aonde o único referencial é de uma estrela no céu,existem aqueles também que  estão muito entretidos nas nossas dogmáticas e sistemáticas, "conhecendo" a Deus, tentando entender a sua mente.  
     
Se contássemos que um Menino-Rei- Salvador teria recebido a visita de três sábios ou magos do oriente, provavelmente vindo da pérsia, será que os evangélicos entenderiam? eu aposto que não, com certeza seriam heregificados na hora. Claro que hoje é fácil pois está escrito, mas se colocando no tempo em que esses fatos se deram eu duvido muito que os evangélicos conseguiriam enxergar Deus naquele ser indefeso, nascido em belém,  deitado num lugar próprio para animais. 
    O cenário atual do cristianismo brasileiro é dividido entre dois grandes grupos, os que se envolvem em seus próprio projetos pessoas e usam de Jesus como nome forte para apoiar-se (teologia da prosperidade,auto ajuda e afins) e os que estão mergulhados na  teologização de tudo, dogmatizando e sistematizando até o ar que respira (reformados em geral). Não acredito que nenhum desses estaria com a percepção tão aguçada em que pudesse perceber o maior acontecimento de todas as eras, aquele menino pequeno e frágil era simplesmente o inicio da maior obra que ja foi feita, na verdade ja tinha sido realizada antes da fundação do mundo, ja tinha sido profetizada no livro da criação, nos profetas, no salmos, e na boca das criancinhas de peito.  
     Por isso o meu título " Natal Marginal" aludindo o fato de que o verdadeiro Natal está a margem de tudo isso que está posto, e que por estamos tão envolvidos em nossas agendas religiosas não conseguimos perceber que ele está vindo da maneira menos esperada possível, e por isso á margem de nossos conceitos éticos, estéticos, e morais/religiosos. Estaria eu sendo conta a celebração do natal? pelo contrário sou muito a favor de tudo, antes eu só chamo atenção para que nossos vícios de pensamento nos impeça de saborear a loucura da graça, da pregação, o inesperado de Deus, que ainda acontece, ele ainda surpreende aqueles que acham que sabem, como nós. Diante disso eu sempre oro a Deus para que eu seja simples e prudente e possa percebe-lo nas coisas banais do dia a dia, tanto quanto nos eventos em que seu nome é diretamente louvado. O fator marginal do natal talvez seja o banquete em que devemos nos fartar, o fato de que ele nos surpreende com seus caminhos bem mais altos que os nossos.

18 de dez de 2017

Resenhando o filme " 7 minutos depois da Meia-noite"

   
 Olá pessoal! Esse Blog não é de spoiler, nem  de critica cinematográfica. Não irei falar aqui sobre qualidade de atuação, roteiro, ou efeitos especiais, Gostaria de abordar o conceito tratado no Filme "Sete minutos depois da meia noite" que tem como um protagonista um menino cujo nome eu não sei (deixarei um link com a ficha técnica no fim do texto) que vive um drama existencial familiar terrível e em sonhos uma árvore começa a dialogar com ele confrontando suas visões de mundo através de histórias que ela (a árvore) presenciou durante centenas de anos. Legal pensar que um ancião é tipo uma árvore que viu tantas coisas acontecerem perto dela e continua ali em pé, com raízes profundas, oferecendo sombra. Porém esse não é o tema central do filme.
     O garoto, personagem principal do filme, vive muitos conflitos, a principio parece que ele é uma vítima dos colegas de sala, da avó, entre tantos outros, Mas depois me parece claramente demonstrado no filme que os conflitos eram bem maiores dentro dele, aonde ele era o tipo mimado que esperava que as coisas fossem como ele esperava na vida, e como nada ia como pensava e ai tinha atitudes de revolta, Conor, como é chamado, era o tipo que criava narrativas paralelas para não encarar certas realidades.Quando criamos uma narrativa, inventamos o certo e errado que se adeque aos nossos conceitos, mas numa história que a arvore conta é demonstrado a ele que nem sempre somos só vilão ou só vítima, e que essas duas realidades fazem parte do ser humano. Um mesmo fato a depender da narrativa que adotamos vai estabelecer de um lado ou de outro os vilões e os mocinhos, aqueles que deverão ser louvados e outros julgados e condenados.
     Normalmente nossa tendência é sim muito dualista, muito dicotômica, ou seja, normalmente buscamos culpados e inocentes nas histórias. Até hoje queremos ver bem claramente vilões e mocinhos nos filmes, queremos identificar claramente quem é o bem e o mal, se olharmos bem, temos esse forte impulso de simplificação banal das coisas e das pessoas encerrando tudo em nossos rótulos e narrativas, os quais nossa maneira de ver é sempre muito conveniente ao que pensamos. Normalmente deixamos muito a nossa visão pessoal influenciar nossas análises, dentro disso tem o nosso preconceito e religiosidade os quais nos emburrece a cada dia mais.
     Eu achei esse filme muito mais 'Evangélico" do que muitos filmes "gospel" que ja vi. Recentemente  vi o filme "a cabana" e sinceramente achei esse bem mais profundo do que o outro. A experiencia de ser cristãos nas igrejas de hoje é emburrecedora, não incentiva a que se faça reflexões mais profundas, as pregações são sempre aquelas mesmas coisas, muito voltado para regramentos e dietas morais do que de fato experiência com Deus na dura realidade do dia a dia, em que temos conflitos com a nossa humanidade.Fico Feliz de ver um filme assim o qual vemos claramente a graça  de Deus agindo na vida de pessoas que não tem uma experiencia direta com eles, e conseguindo propor reflexões que a maioria dos grandes pastores e até teólogos não fazem, pois suas atenções estão voltadas para os dogmas menos do que para problemas reais.
Eu quis dar o minimo de Spoiler possível a respeito do filme, pois quero recomendar fortemente que está no NetFlix e depois me falem o que acharam.

Um abraço.

Paulo Gustavo

Descrição do Filme: 7 minutos depois da meia noite

21 de ago de 2017

A miséria do Racismo e a cura no Evangelho!

     
Olá leitores, Ja foi o tempo que eu ficava postando coisas nas redes sociais sobre racismo, tentando quase que emprestar toda a minha vida a esse tipo de "luta" como se esse fosse o maior problema do universo, pensando que essa seria a raiz de todos os males. Ja fui um ser belicoso de internet que não sabia mais construir nenhuma frase que não fosse a respeito disso, e vociferava as frases "revolucionárias" de "negros" destacados, inflamado com ressentimento de raças entre outras coisas. Eu pensava que eu estava na merda porquê os brancos escravizaram meus avós e blá blá blá.. isso obviamente gera um certo ressentimento com as coisas no geral e com o "sistema", começamos a acreditar que o mundo conspira contra nós, e dai é um pulo pra ficar doido, considerando tudo como racismo e preconceito ou coisas do tipo. A maturidade me trouxe com o tempo uma melhor reflexão sobre os problemas reais das pessoas, sem que eu precise adotar qualquer narrativa viciada/ideologizada agressiva, ou o tipo de narrativa que tenta ignorar uma situação existente no cotidiano.
      Não quero ser desabafonico aqui, mas é um saco abrir suas redes sociais e só ver que as postagens da pessoa é sobre raça, que repertório fraco, tipo a pessoa não desliga um só momento da sua luta revolucionária ( que não vai dar em nada, diga-se de passagem). Recentemente mente isso acendeu mais ainda devido as coisas que ocorreram semana passadas nos EUA entre os Supremacistas Brancos Cristãos e os Grupos negros, até chegar no infrutífero debate de internet sobre nazismo ser de esquerda ou direita, sinceramente eu não gasto minhas energias mais para isso, meu tempo ja passou, não queimo mais meus neurônios nisso.
    Nenhuma Teoria de Faculdade, discurso político, ou ideologia, pode ir contra a natureza humana, essa não muda, o ódio é uma coisa presente nas relações das pessoas como um todo, a nossa natureza é de divisão, e não de partilha, vivemos como se tivéssemos disputando as coisas, e não compartilhando, então a miséria do racismo, bem como outras formas de maldade, são só consequências de um problema mais profundo,teorizar sobre racismo com frases feitas, posts, desenhos, e outras coisas, só te farão um bobo metido a revolucionário,  e na verdade quem empresa toda sua vida a esse tipo de lutas, é só pra se ocupar de um tédio, um vazião profundo, uma vontade de pertencer a uma coisa elogiável pelos outros e por ele mesmo, é só pra dar uma razão pra viver.
    Jamais direi que Racismo não existe, pois claro, ja fui alvo de discriminação de diversas formas, mas também não vou ficar como essas pessoas que acham que tudo é racismo, até pq não é. Apenas o remédio que eu encontro para dar cabo a toda forma de injustiça é que nossas relações sejam mediadas pelo evangelho, no entanto isso só é possível via arrependimento e entrega de vida a Jesus cristo. No Reino não teremos nada que nos divida, seremos um só povo, uma só tribo, uma só nação. A igreja é a única instituição que reúne pessoas diferente e as une para um propósito maior, que é a glória Deus. Desculpe os desabafos do texto. comente, compartilhe!


PAULO GUSTAVO