18 de abr de 2012

A igreja desejável

Uma noiva "quase" pronta...

Apocalipse 2.1-7

Fui muito confrontada (como igreja) ao estudar sobre a carta de João à Éfeso. A primeira das 7 cartas destinadas às Igrejas na Ásia. Nós que somos atuantes na igreja, deixamos que o ativismo tome conta do nosso coração e mente, e perdemos a essência do servir na obra de Deus.

Éfeso foi uma igreja muito bem estabelecida na doutrina bíblica. Pela carta de Paulo aos Efésios, observamos que aquela igreja era profundamente espiritual. Paulo passou 3 anos ali, e quando estava preso em Roma, à escreveu não para confrontar heresias ou qualquer outro tipo de problema, mas apenas para fortalecer e encorajar aquela e as demais igrejas.

Mas como o julgamento deve começar pela casa de Deus (1 Pe 4.17), a igreja em que João pastoreava ao ser levado à ilha de Patmos, foi a primeira a ser chamada atenção pelo Pai.

Hoje, a igreja de Éfeso seria aquela que tem milhares de ministérios, e células, e atividades para todas as idades, e tribos, enfim, aquela igreja que tem realmente espaço pra todo mundo. Não critico. Acho uma benção a Palavra de Deus chegar à todos na linguagem que possa ser entendida. Mas isso faz com que, nós como igreja individual, sejamos ativistas e busquemos trabalhar em mais setores possíveis, porque a congregação espera isso. Para muitos, você "apenas cantar" é inútil à tudo o que Deus faz por você! Eu já ouvi muitas pessoas falando à outras, e até eu mesma já falei. O quanto mais fizermos na obra, melhor! Tantas vezes, nos preocupamos em fazer tanta coisa, e não nos preocupamos com a razão principal de nossas atividades.

Éfeso era uma igreja trabalhadora. O Senhor a elogia por isso, porém o que Ele quer de nós é a nós mesmos, e não o nosso trabalho. Deus não  vê o crente pelo que este anda fazendo na igreja por Ele, mas pelo que este está sendo por Ele. Deus nos deixa claro que sim, Ele vê tudo o que fazemos para Ele, mas isto não deve substituir o nosso amor para com Ele. (Ap 2.2)

Quando Isaías (cáp. 6) viu a glória do Senhor, reconheceu seu pecado e do seu povo, foi purificado e ouviu o chamado do Senhor, ele respondeu: Eis-me aqui. Nós, quando alcançados pelo Senhor, o queremos tanto, o amamos tanto, que dizemos: "Sim, Senhor, quero trabalhar para ti". Procuramos não negligenciar naquilo que fazemos para Deus, mas, sutilmente, colocamos em segundo plano a motivação principal: o amor. E foi esse amor, o primeiro amor, que a igreja de Éfeso perdeu. Deus não se perde "encantado" com todo nosso esforço e dedicação; Ele vê muito bem nossos corações, o nosso interior, tão quanto o exterior. (Ap. 2.4)

É no ponto da queda, que o Senhor está nos esperando. Jesus foi encontrado exatamente onde tinha sido deixado pelos pais (Lc 2.5) "Lembra-te de onde caíste e arrepende-te". Sempre é tempo de recomeçar. Sempre é tempo de tentar de novo.

No nosso ativismo, nos vestimos de "super crentes" e achamos que arrependimento é só para os perdidos. Nós, como filhos de Deus, também devemos nos arrepender: das decisões erradas, da desobediencia à vontade de Deus, do nosso orgulho de "crentes espirituais exemplares". Ai de nós, se não fossem as misericórdias do Senhor que se renovam todas as manhãs.

E eu encorajo à você que leu e se identificou, que, assim como eu, foi confrontado, ore ao Senhor, pedindo perdão por deixar que outra coisa ocupasse a primazia pertencente a Ele - só a Ele - no nosso coração. E que não percamos o foco, o alvo, que é o amor. 1 Coríntios 13.

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