26 de set de 2013

Conheça: São Cosme e Damião

27 de Setembro

Pelo ano 303 na cidade de Egéia, na Arábia, nasceram os gêmeos Cosme e Damião, filhos de nobres árabes; Dona Teodata, mulher piedosa e de grandes virtudes, transmite aos filhos os vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.
O nome Cosme vem de “Cosmos” – no grego: Puro, e Damião – “Damianus”: “Mão do Senhor” segundo a tradição. Nossos gêmeos foram educados e instruídos pelos grandes mestres da Síria e lá especializaram-se nas ciências e na medicina.
Os ensinamentos cristãos de sua Mãe, aliados a arte de curar e de aliviar os sofrimentos alheios, fizeram de nossos jovens médicos, um testemunho de amor e dedicação aos irmãos.
Os gêmeos médicos eram muito requisitados pelos pagãos, que neles encontravam um sopro de esperança e um alento nos sofrimentos.
Cosme e Damião não perdiam a oportunidade de falar de Jesus Cristo, o Médico dos Médicos, e de seu evangelho, assim aliavam a cura do corpo e da alma.
A admiração dos pagãos crescia ainda mais, vendo que os médicos Cristãos, não aceitavam a mínima gratificação, eram outras as riquezas que atraiam: “Almas para Deus.”
Incontáveis conversões foram testemunhadas, graças ao empenho e a dedicação de Cosme e Damião. As curas aconteciam de várias formas sendo até mesmo de formas extraordinárias, era o poder de Jesus sendo manifestado através de seus servos fiéis.
Durante muitos anos viveram os médicos como missionários na Cilícia. O empenho e a fama dos dois chamaram a atenção de autoridades, e uma das primeiras medidas do governador Lígias, quando chegou a a Cilícia, foi ordenar a prisão dos gêmeos, que lhe foram indicados como inimigos das divindades pagãs.
O então governador Lígias dizia cumprir ordens do imperador Diocleciano que nutria um ódio mortal contra os Cristãos.
Citados perante o tribunal de Lígías, este os interpelou sobre o exercício da profissão e sobre algumas denúncias maldosas de prática de feitiçaria.
Cosme e Damião estavam sendo acusados de exercer a medicina gratuitamente, e isto, estava causando incômodo a alguns mercenários da medicina.
Responderam as acusações dizendo:
-Curamos as doenças – mais em nome do Senhor Jesus Cristo, do que pelo valor de nossos conhecimentos e ciência.
Lígias respondeu furioso:
-É preciso que adoreis aos Deuses, sob pena de cruel tortura!
Novamente respoderam eles:
-Teus deuses não tem poder nenhum; nós adoramos o criador do céu e da terra, e nele depositamos nossa confiança.Nossos gêmeos médicos foram submetidos aos cruéis tormentos para faze-los negar a fé e renegar a Jesus Cristo.

Fonte: Blog Márcio Reiser

24 de set de 2013

A Fábrica de Ídolos

Fazer mais do que definir e brevemente esboçar os conceitos associados com idolatria, é impossível, considerando as páginas disponíveis desta revista. Contudo, é vital que façamos assim, porque idolatria é o problema tratado com mais frequência nas Escrituras. Seguramente podemos concluir disto, que idolatria é nosso problema mais predominante.

Os expressivos retratos de idolatria das Escrituras - o bezerro de ouro de Arão (Ex.32), o roubo de Raquel dos ídolos do lar de seu pai (Gn. 31) e a exposição vívida de Isaías do absurdo da adoração de ídolo (Is. 44:13-20), por exemplo - tratam de pecados que estão tão presentes em nossos corações, quanto estavam nos dos pagãos e dos adoradores do demônio no Velho Testamento. Sempre que depositamos qualquer porção de nossa confiança, não importando quão pequena, em algo que não seja o próprio Deus, você e eu cometemos atos de idolatria exatamente tão sérios quanto se dobrar diante de uma imagem de madeira grosseiramente talhada. Portanto, idolatria, de um ou de outro tipo, precede cada um de nossos incontáveis pecados.


Trataremos deste tópico, não com o propósito de condenação (a condenação foi abolida para o cristão, graças a completa obra de Cristo), mas para iluminação: um entendimento claro da verdadeira natureza e penetração de nosso própria idolatria. Também procuraremos a definitiva, inegável mudança que se torna possível pela graça de Deus, quando nos conscientizamos da profundidade da nossa inerente propensão para o pecado e depois, em total contraste, da estatura da santidade de Deus.


IDOLATRIA NO SÉCULO 20


“O coração humano é uma fábrica de ídolos”, escreveu Calvino. “Cada um de nós é, desde o ventre materno, experto em inventar ídolos”. De fato, diariamente enfrentamos tentações para criar novos ídolos, nos quais depositamos nossa esperança. Esta esperança e confiança, em qualquer outra coisa, que não Deus, é a essência da idolatria. Ken Sande escreve: “Em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Como Richard Keyes salienta, idolatria é extremamente sutil e penetrante: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas... Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito... Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma ideia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.


Aqui está João Calvino, de novo: “O mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.


Quando um desejo, mesmo por algo não naturalmente mal em si mesmo, se torna um ídolo? Como posso determinar se eu quero alguma coisa exageradamente? Não é difícil de saber.


Faça a si mesmo, as seguintes perguntas: Porque eu quero isto?; qual será minha reação se eu não conseguir o que quero?; e se eu conseguir, mas me for tomado?; em resumo, qual é o proveito do meu desejo?; se ele me é negado, o que acontece no meu coração? continuarei, apaixonadamente, a procurar conformidade com Cristo ou me cercarei de auto-piedade, amargura, malevolência ou queixumes (os quais, no fim das contas, são direcionados a Deus)?


O que ocorre no seu coração quando você não é reconhecido por algum serviço no âmbito de dons? quando lhe negam uma certa posição? quando você é substituído? o que ocorre no seu coração em um conflito de relacionamento?


Como é que nossas reações pecaminosas aos testes de caráter diários e comuns, são, na verdade, antes atos de adoração e obediência direcionados a ídolos, do que a Deus? Muito simples; porque Deus nos ordenou, nas Escrituras, a confiar nEle, o Único Soberano, como fonte suprema da realização de todas as coisas.


Quando um desejo não realizado me tenta, com êxito, a cometer qualquer pecado, seja de discórdia, amargura ou raiva, eu demonstro que estive confiando na realização daquele desejo para alcançar minhas necessidades, ao invés de confiar em Deus. Que estive agindo sobre minha, agora exposta, crença de que eu sei, melhor que Deus, o que é bom para mim. Que nesta área da minha vida, eu destronei Deus e coloquei, no Seu lugar, um ídolo feito por mim e este ídolo, nada mais é do que uma manifestação de uma faceta da minha própria natureza pecaminosa, que se auto glorifica e deifica. Eu substitui o Deus que eu professo, por um falso deus, um deus funcional, um que só pode me prejudicar.



OS MEIOS DE IDENTIFICAR IDOLATRIA



1) As Escrituras.


Em alguns aspectos, idolatria é como qualquer outro pecado: sua fonte é sempre nosso próprio coração (Ez.14:1-7; Tg.1:14). Além do mais, o meio definitivo de identificação é sempre as Escrituras (Hb. 4:12-13). Devemos considerar o que as Escrituras dizem a respeito da idolatria com a maior seriedade. Não é por acaso que o primeiro mandamento dado ao povo de Deus foi “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). No Novo Testamento, o termo idolatria especifica, mais comumente, paixão lascívia, desejos carnais, cobiça, etc.


2) O Espírito Santo.


Um segundo meio de identificar idolatria é a convicção do Espírito Santo enquanto perscruta o coração e identifica uma área de idolatria que ainda temos de tratar adequadamente. Examinarmos a nós mesmos não é encorajado nas Escrituras; nós nos enganamos muito facilmente. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr. 17:9). Precisamos clamar a Deus que nos perscrute e depois, buscarmos ser perceptivos, responsivos e arrependidos, conforme Ele nos revela nosso próprio coração. Nós necessitamos, desesperadamente, da obra persuasiva e iluminadora do Espírito Santo.


3) Um dos outros.


Em terceiro lugar, devemos estar prontos para sermos confrontados por outros, em amor, em condições de identificar e definir nossos ídolos do coração como descritos pelas Escrituras. “Os puritanos sabiam que homens pecadores são demorados em aplicar a verdade a si mesmos”, J. I. Packer nos diz, “ainda que rápidos para ver como ela se aplica aos outros”. Evitemos esta atitude e, ao invés dela, busquemos, conscientemente, a correção uns dos outros, que Deus deseja que recebamos.


Muitas mudanças significativas na minha vida cristã, ocorreram, não quando estava sozinho e empenhado no meu período devocional, mas quando outros foram mandados por Deus, como meio de graça para mim; mais frequentemente quando minha esposa, ou outro líder com o qual eu sirvo, mostram áreas de pecado na minha vida que são óbvias para eles.


É assustador quão claro meu pecado pode ser para uma outra pessoa, e quão totalmente esquecido eu posso ser quanto ao que se esconde no meu coração.


Recentemente, dois pastores do Covenant Life Church, procuraram corrigir-me sobre um problema que era claro para eles, mas, infelizmente, não para mim. Não houve falha na comunicação deles. Eles falaram com clareza e precisão, repetidamente, na verdade. Não havia dúvida quanto o significado de suas palavras. Ainda assim, eu não pude ver, absolutamente, como o pecado particular que eles estavam descrevendo, se aplicava a mim.


Reconheci daquele encontro que, embora o discernimento de outros é frequentemente necessário, nunca é suficiente. O Espírito Santo e as Escrituras devem ainda acionar a chave que confirma o que foi dito. Embora eu fosse lento em perceber o pecado que eles descreviam, eu sou profundamente grato pela amizade e paciência destes homens e pela obra do Espírito Santo através daquela interação.



4) Conflitos de relacionamento.


Tiago 4:1-12 trata dos ídolos revelados através dos conflitos de relacionamento. Nos fala que tais desavenças revelam cobiças e anseios. Frequentemente experimentamos alguns destes antagonismos quando alguma relação falha em atender nossas expectativas ou esperanças. Numa relação particular, posso desejar, por exemplo, um certo nível de respeito, ou grau de compromisso ou investimento de tempo que a outra pessoa não pode ou não irá prover. Qualquer reação pecaminosa que eu faça em relação a esta deficiência, é um sinal claro que meu desejo tornou-se um ídolo.


5) Circunstâncias.


Circunstâncias podem revelar os ídolos do nosso coração através de testes que vem de duas maneiras: adversidade ou prosperidade. Os testes de adversidade podem ser os mais óbvios, mas os de prosperidade podem ser, com frequência, os mais difíceis (leia o livro de Tiago).


Como John Owen observou, alguns dos mais horrendos pecados cometidos por alguns dos mais santos na história, foram praticados não em período de adversidade mas de prosperidade. Pior que isto, aqueles pecados foram cometidos depois de anos de fidelidade através de adversidades, sofrimentos e perseguições num grau que não podemos começar a relatar. Homens como Davi, Noé, Ezequias pecaram mais gravemente em períodos de prosperidade.


6) Dor.


Dor excessiva é outra área que pode revelar idolatria. Não podemos negar a realidade da dor física ou psicológica, ou as lutas ou tentações associadas com o fato de sermos pecadores. Mas, quando a reação de dor é excessiva ou distorcida, ela pode revelar a presença de um ídolo.


7) Modo de falar.


Vamos observar também, como nos comunicamos. É tão fácil usarmos termos extremos tais como: “Ele me corrigiu e eu fiquei arrasado”. Por quê? É hora de perguntar a você mesmo: “Que ídolo meu coração está criando que me arrasaria por uma palavra de correção destinada para o meu bem?” (Se você não está arrasado, mas usou a palavra, conhecendo seu verdadeiro significado, então porque você busca receber mais atenção do que a situação permite?)


8) Comportamentos corrompidos.


“Fazei pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria”. Aqui, as Escrituras não poderiam ser mais claras. Certos comportamentos são sempre idolátricos.


A CONSEQUÊNCIA DA IDENTIFICAÇÃO DA IDOLATRIA



O que ocorre quando, pela misericórdia de Deus, chegamos a um entendimento bíblico de nossa própria idolatria?


Gostaria de ter muitas mais páginas para tentar responder a esta pergunta. Mas deixe-me tentar motivá-lo, com poucos fundamentos, sobre o que o estudo e aplicação destas verdades pode prover.


Quando identificamos a profundidade de nossa própria idolatria, e também vemos a solução perfeita e completamente suficiente para este problema, na pessoa e obra de Cristo, muitas doutrinas essenciais das Escrituras subitamente adquirem nova clareza. O abismo que percebemos entre nossa depravação e a santidade de Deus, cresce a proporções imensuráveis - um abismo intransponível a não ser pelo infinitamente grande sacrifício de Cristo. Obtemos uma apreciação imensamente ampla da grandeza da graça de Deus e do próprio Evangelho. Ficamos sob forte convicção de pecado e experimentamos forte perdão. A medida que nos arrependemos e buscamos deixar nossos ídolos, crescemos em santidade e humildade. Nossa paixão por Deus aumenta.


Passamos a entender porque João, o apóstolo amado, termina sua primeira epístola com este apelo sincero: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”.



A Fábrica de Ídolos por C. J. Mahaney



12 de set de 2013

Não quero mais ser Evangélico


"Não quero mais ser Evangélico", um desabafo de Ariovaldo Ramos, narrado pelo Ed Rene Kivtz, não tenho o que comentar, simplesmente verdadeira e certamente chocante. Ouçam, leiam e reflitam!
Leandro Schoen.


Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por 'profissionais da fé'. Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa 'diabose'! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.
Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome 'meu', mas, o pronome 'nosso'.

Para que os títulos: 'pastor', 'reverendo', 'bispo', 'apóstolo', o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, 'onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei' de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!

Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao 'instruí-vos uns aos outros' (Cl 3. 16).

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: 'Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. '(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras 'todo o Evangelho ao homem... a todos os homens'. Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que 'acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos', sem adulterar a mensagem.

Fonte: Publicado em 23 de junho de 2003 no site da Rede Sepal, de autoria do Pastor Ariovaldo Ramos.

4 de set de 2013

Anselmo de Cantuária: Sua vida e obra!

Anselmo de Cantuária (Aosta1033/1034 - Cantuária21 de abril de 1109), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda.
Foi Arcebispo de Cantuária entre 1093 e 1109 (sucedendo a Lanfranco de Cantuária, também um italiano), por nomeação de Henrique I de Inglaterra, de quem foi amigo e confessor, mas depois divergiu com ele na questão das investiduras. É considerado o fundador do escolasticismo e é famoso como o criador do argumento ontológico a favor da existência de Deus.
Viria mais tarde a ser canonizado pela Igreja Católica, e declarado Doutor da Igreja em 1720, pelo Papa Clemente XI.

Vida e obras

Santo Anselmo nasceu em Aosta, filho de um nobre, e de uma mãe rica, Ermenberga. Seguiu a carreira religiosa, estudou os clássicos e escreveu sempre em latim. Foi eleito prior em 1063, porque era considerado inteligente e piedoso. Sua biografia nos é contada pelo seu discípulo, Eadmer.
Foi comum na Idade Média que os religiosos buscassem o apoio da  na razão. Anselmo escreveu uma obra sobre esse assunto. É considerado um dos iniciadores da tradição escolástica. "Não só a habilidade dialética fez de Anselmo o precursor da Escolástica, como também o princípio teológico fundamental que adotou: fides quarens intelectum "a fé em busca da inteligência". Foi ele também quem forjou uma nova orientação à teoria dos universais e que reverteu em grande proveito para os intuitos da Teologia racional".1
Anselmo buscava um argumento para provar a existência de Deus, e sua bondade suprema. Fala que a crença e a fé correspondem à verdade, e que existe verdadeiramente um ser do qual não é possível pensar nada maior. Ele não existe apenas na inteligência, mas também na realidade. Anselmo desenvolveu uma linha de pensamento sobre essas bases, chamados de argumento ontológico, que foi retomada por René Descartes e criticada porImmanuel Kant, e ela estava numa obra chamada Proslógio. Ele parte do fato de que o homem encontra no mundo muitas coisas, algumas boas, que procedem de um bem absoluto, que é necessariamente existente. Todas as coisas tem uma causa, menos o ser incriado, que é a causa de si mesmo e fundamenta todos os outros seres. Esse ser é Deus. Seus argumentos não foram totalmente aceitos.
Anselmo chegou a arcebispo da Cantuária em 1093. Escreveu outras obras importantes, Do gramático e Da verdade, ambos em latim. Recebeu doações de terras para a Igreja, mas brigou com Guilherme, o ruivo, rei da Inglaterra pois não queria fazer comércio com os bens da Igreja. Isso foi considerado um desrespeito ao poder real, e Guilherme impediu Anselmo de viajar para Roma, desafiando o poder da Igreja.
Num dos seus primeiros livros, Monológio, em que apresenta sua visão de Deus, Anselmo fala que a essência suprema existe em todas as coisas e tudo depende dela. Reconhece nela onipotência, onipresença, máxima sabedoria e bondade suprema. Ela criou tudo a partir do nada. Anselmo procurava desenvolver um raciocínio evolutivo sobre o que considerava ser a verdade, que estava contida na Bíblia. Para Anselmo, o pensamento tem algo de divino, e Deus tem uma razão. Sua palavra é sua essência, e Ele é pura essência (essa noção não é nova) infinita, sem começo nem fim, pois nada existiu antes da essência divina e nada existirá depois. Para ela o presente, o passado e o futuro são juntos ao tempo, são uma coisa só. E Ela é imutável, uma substância, embora seja diferente da substância das outras criaturas. Existe de uma maneira simples e não pode ser comparado com a consciência das criaturas, pois é perfeito e maravilhoso e tem todas as qualidades já citadas. O verbo e o espírito supremo são uma coisa só, pois este usa o verbo consubstancial para expressar-se. Mas a maneira intrínseca que o espírito supremo se expressa e conhece as coisas é incognoscível para nós. O verbo procede de Deus por nascimento, e o pai passa a sua essência para o filho. O espírito ama a si mesmo, e transmite esse amor.
Para Anselmo, a alma humana é imortal, e as criaturas seriam felizes e infelizes eternamente. Mas nenhuma alma é privada do bem do Ser supremo, e deve buscá-lo, através da fé. E Deus é uno. Para contemplá-lo devemos nos afastar dos problemas e preocupações cotidianos e buscá-lo. Ele é onipotente embora não possa fazer coisas como morrer ou mentir. É piedoso, em parte por ser impassível, o que não o impede de exercer sua justiça, pois ele pensa e é vivo. Anselmo fala muito da crença divina do Pai, do filho e do espírito humano. Grandes coisas esperam por aquele que aceitar Deus e buscá-lo. Santo Anselmo influenciou muito o pensamento teológico posterior.

3 de set de 2013

Antes que o galo cante

Texto base: Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que hoje, três vezes me negaras que me conheces, antes que o galo cante. Lucas 22: 34 Uma coisa é aquilo que pensamos de nós mesmos, e outra é o que Deus pensa e diz sobre nós. Precisamos nos ver como Deus nos vê. Precisamos nos perceber como Deus nos percebe.
Introdução: Jesus não impediu de Pedro passar, pois e necessário que Pedro passa-se por aquela situação, pois era uma forma de Deus trabalhar na vida de Pedro, Jesus permitiu que ele experimentasse um profundo quebrantamento e se despojasse de toda altivez e grandeza que arruinara seu ministério. Ele devia saber que não podia fazer nada sozinho.
Ilustração: Um pequena criança, brincava perante a presença de seu pai, e o cadaço de seu sapato se soltou, e entendeu a criança que podia amarra sozinha, Ela abaixou-se e começou amarra o cadaço, soque ela não deu laço, ela deu um nó,nois dois cadaços, (sapato esquerdo com direito) e agora não conseguia andar, e seu Pai observa tudo, ate que ela levanta a cabeça e diz Painha, tu sabe desatar Nó? Quantos nos Deus tem desatado por que achamos que podemos fazer, resolver a situação sozinhos.
As provações são mal compreendidas em nosso meio.

• Alguém pode afirma que o Senhor nos prova para saber quem nos somos.
Refutação: Deus não necessita nos prova, pois um dos seus atributos é a onisciência, ele sabe quem vc é , como vc é , Deus prova para vc saber quem vc é. Para nós conhecemos a si mesmos. Pedro foi provado para que soubesse que não era tudo o que pensava ser, Deus sabe o que ele não era. É o momento em que o galo cante em nossas vidas e nos desperte e o momento em que nossa soberba e espiritualidade fingida caem por terra
E neste momento de crise que o quebrantamento de Deus vem e opera em nos.
O canto do galo: toda crise nos leva a perceber que não somos tudo o que pensávamos. Decepções por não atingir metas, tropeçamos em áreas que já julgávamos tratadas, por esfria espiritualmente depois de um período de avivamento interior.
Sinal- A dor. O que se acha da dor, ela e bom ou ruim. “ Se não fosse a dor colocaríamos o barco no fogo, e só rira perceber quando tivesse sobrado só o cotovelo para cima”. “A dor na verdade, e um sinal de que alguma coisa em algum lugar não está bem e precisa ser tratada” Isto foi o sinal que Pedro sentiu naquela noite que chorou amargamente, não apenas a decepção de descobri que era tudo que pensava ser, mas o testemunho interior não estava bem, algo precisava ser resolvido, o galo cantou na vida de Pedro.

Compreendendo as noites escuras: O período de crises mais difíceis denominou de noites escuras. Pedro estava ali passando uma noite escura, não tinha eletricidade, n’aquela época as pessoas ficavam limitadas, pois não podiam fazer nada até o amanhecer. Assim são nossas crises. Sentimos atados em meio a angustia, a ponto não podemos fazer nada ate que venha a luz do amanhã, nos sentimos impotentes diante da situação, que traz consigo o medo. A noite sugere o incerto, o inesperado, o imprevisível. Some tudo agora na vida de Pedro, o medo, o frio e o desconforto naquela noite foi se aquentar ao fogo. E exatamente nessas circunstancias que o galo canta em nossas vidas.
Mas Deus começa a operar nas noites escuras, a conversão, se deu começou naquela noite escura, quando ele começou a mudar de pensamento. As trevas pertencem a Deus, IS. 45.7 “Eu formo a luz, e crio as trevas... o Senhor faz estas coisas. O que é a noite e um momento de descanso que Deus deu aos homens. Quando vivemos crises das noites escuras devemos nos conscientizar que não e hora de tentar fazer nada e hora de descansar no Senhor .
A vida ela é gerada em meio a trevas:
As trevas e um lugar onde a vida e gerada, a exemplo da semente sobre o solo, da criança no ventre materno, Deus gera vida em meio as trevas, Genesis 1 .2 .. A terra era sem forma e vazia e trevas cobriam a face do abismo e o espírito de Deus se movia sobre a face das águas e Disse Deus haja luz e houve luz. A vara de Arão (Numeros 17. 1-11) a vara era apenas um pedaço de pau seco, foi colocada dentro da tenda junto com as tabuas da aliança, A vida se manifestou enquanto a vara foi guardada onde não havia iluminação no santo dos santos, diante da arca do testemunho do Senhor. V8 A vara floresceu e mais produziu botões e flores, alem amêndoas maduras.
Às vezes as noites são longas e compridas e parecem que não vão terminar, sentíamos que parece que estamos no pólo Norte... Mas vão terminar e terá alegria pela amanha.
Salmo 30.5 “ Porque não passa de um momento a sua ira seu favor dura a vida inteira. Ao amanhecer, pode vir o choro, mas alegria vem pela manhã”.

Depois do canto do galo
O perdão de Jesus em três coisas: pão, peixe e fogo.
João 21. 1-9: Pedro agora vai pescar voltar a o que era antes, V3 vou pescar. Eles foram entraram no barco, as naquela noite não pegaram nada.
V9 Pão, Peixe e Fogo.
Pão: 390 vezes citado nas escrituras, símbolo perfeito de misericórdia, alimento de primeiro gênero, Jesus vem de Belém da casa do pão. Pão representa comunhão. Paes da preposição representava a comunhão entre Deus e povo de Israel, teria que ser trocado de 7 em 7 dias , mas Jesus e o pão que não envelhece. (pois o seu sacrifício e para todo o sempre) joão 6 48 Eu sou o pão da vida.
Peixe: Tarefa, Deus está devolvendo a tarefa de Pedro novamente, confiança restaurada (Fortalecer seus irmãos). Deus estava dizendo: Apesar de tudo eu acredito em vc Pedro, Precisamos de pessoas que confiam em nossos sonhos (tomas Edson).
Fogo: Fogo consumidor 1 coríntias 3: 12-15. O fogo não queimara tudo, somente aquilo o que tem que ser queimado. O exemplo de Moises na Sarça ardentemente Ex. 3: 1-16. Deus permitira que vc passe pelo fogo para queimar suas amarras. Daniel 3: 24,25. Até a hora em que foram lançados no fogo, os três servos de Deus estavam amarrados, mas logo depois estavam soltos, pois a única coisa que o fogo teve poder de queimar foram as suas amarras. De modo semelhante, quando Deus permite que as provações venham como um fogo sobre as nossas vidas (I Pe.1:7), o máximo que Ele quer que se queimem, são as amarras de áreas de nossa vida que necessitam ser queimadas.

2 de set de 2013

O ‘segredo’ da igreja primitiva.

Olá irmãos, faz um tempo que não apareço por aqui mas tentarei melhorar a freqüência das postagens para continuarmos a refletir e aprender sobre o evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Bem, o post desta semana veio de uma meditação de um ímpeto que estamos vivendo nos dias atuais que é o crescimento da ‘igreja’ e vemos diversas denominações usando estratégias, métodos e estando cada vez mais solicitas para novas idéias para o ‘crescimento’ da ‘igreja’.
Vamos meditar no livro de atos e caminharemos por diversos versículos.
Sempre que conversamos sobre igreja, lembramos sempre da igreja primitiva descrita em Atos e achamos muito bacana e legal de como os irmãos daquela época perseveraram durante a perseguição, como eles eram unidos, como eles piedosos porém se lermos atentamente iremos observar algo muito interessante fundamental para a vida de uma comunidade cristã.

Texto: Atos 2:42-47
 "Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Apossava-se de todos o temor, e pelos apóstolos realizavam-se numerosos prodígios "fraterna, na fração do pão e nas orações. Apossava-se de todos o temor, e pelos apóstolos realizavam-se numerosos prodígios e sinais.Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Perseverantes e bem unidos, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão pelas casas e tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que seriam salvos."

“A igreja passava por um período de paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor.”
[Atos 9:31]

Então a igreja realmente era unida, tinha tudo em comum e crescia vivendo no temor do Senhor, e Deus realizava muitos prodígios pelos apóstolos, mas em meio a tudo a isso eu me perguntei: QUAL É A ‘RECEITA’ dessa igreja ou o ‘SEGREDO’?

E o grande exemplo era dedicação deles e compromisso com o Evangelho, com a Palavra, com a Verdade, com Cristo e com a oração, mas quero enfatizar aqui o zelo deles com a palavra.
Quando debruçamos sobre o livro de atos nos deparamos com tamanho zelo, devoção e piedade da igreja porém no decorrer precisamos observar que a todo momento eles anunciavam a PALAVRA.

“E eles perseveravam no ensino dos apóstolos.” [Atos 2:42]

Discurso de Pedro: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que os fossos pecados sejam apagados.” [Atos 3:19]

Discurso de Pedro e João perante o Sinédrio: “E não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não há outro nome entre os homens pelo qual devemos ser salvos.” [Atos 4:12]

“...concede aos teus servos que falem a tua PALAVRA com toda coragem.” [Atos 4:29b]

“E quando terminaram de orar, o lugar em que estavam reunidos tremeu. Todos ficaram cheios do espirito santo passaram a ANUNCIAR com coragem a PALAVRA DE DEUS.”
[Atos 4:31]

“E TODOS os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ENSINAR e de ANUNCIAR JESUS, O CRISTO.” [Atos 5:42]
 
Em atos 6 vemos um problema onde houve reclamação dos judeus de cultura grega contra os demais judeus sobre a distribuição de mantimentos em razão disso os doze convocaram a multidão dos discípulos e surpreendentemente diz:

“Não faz sentido que deixemos a PALAVRA DE DEUSe sirvamos as mesas.” (V. 2b)

 E no versículo 4 do mesmo capítulo continuaram a dizer:
“Mas nós nos devotaremos a oração e ao ministério da palavra.”  

No versículo 7 diz: 
“E a PALAVRA DE DEUS era divulgada.”

Bom, creio que isso deve ser a nossa prioridade novamente como igreja, anunciar o Cristo, a Palavra para que assim sejamos fundamentados nEle. Espero que você tenha sido abençoado.
Deixo mais algumas passagens que dão prosseguimento a exaustiva proclamação da Palavra.

Atos 8-4/ Atos8-25/ Atos 8-35/ Atos 9-20/ Atos 10-44/ Atos 11-19/ Atos 11-20b/ Atos 12-24/ Atos 13-12/ Atos 13-44/ Atos 13-49/ Atos 14-7/ Atos 14-15/ Atos 14-25/ Atos 15-7/ Atos 15:35/ Atos 16-6/ Atos 16-10/ Atos 16-17b/ Atos 16-32/ Atos 17-3b/ Atos 17-13b/ Atos 17-18b/ Atos 18-11/ Atos 18-25/ Atos 19-20.

Que o Senhor nos conceda uma semana segundo a sua vontade.
Paz.
Lucas Martins.

“PREGA a palavra, INSISTE a tempo e fora de tempo, ACONSELHA, REPREENDE e EXORTA com toda paciência e ENSINO.” [2Tim 4:3]