27 de dez de 2013

Refletindo sobre a Sarah Sheeva!


         

  Devemos escrever por inspiração e não simplesmente por obrigação, venho aqui para falar de um assunto que me incomoda a muito tempo e que chegou talvez no fim da picada, sinto-me na necessidade de expressar algo sobre a Sarah Sheeva e sua Teologia-Psicologia de relacionamentos e algumas considerações sobre o que essas idéias produzem nas pessoas que seguem ou não  a elas. Nesse texto considero que todos saibam quais idéias elas defende em seus ensinamentos.
       Primeiro Lugar eu considero a Sarah Sheeva um produto do meio evangélico em que se vive, ela é o resultado de uma cultura cristã mal resolvida em relação ao sexo, devemos admitir que incluindo o meio tradicional-protestante o cristianismo trata o sexo com repressão, e abre mão de contextualizar conforme as gerações em nome de uma santidade ascética e exteriorizada. Não conseguimos ver a sexualidade humana fora dos nossos moralismos, praticamente dizendo que não há espiritualidade fora do que se estabelece. Criamos uma dogmática e não uma pastoral que acolha a pessoa dentro de seus dramas e situações difíceis que hoje se apresentam. Portanto não adianta dizer que a culpa é dela somente, ela é um sub-produto dos moralismos cristãos, devemos encarar o desafio da contextualização por mais difícil que possa ser romper com os anos e anos de legalismos.
            Os Fariseus estão mais vivos do que nunca, na época de Jesus eram os criadores de padrões elevados que apenas eles conseguiam atingir e quem não conseguisse simplesmente estaria numa espécie de "segunda classe" espiritual. O blá blá blá da “taradona” Sheeva é só mais um pacotão evangélico de santidade farisaica (não bebo, não fumo, etc)  é uma violência contra o verdadeiro evangelho que é um caminho de ensino na justiça, na bondade, uma caminhada da consciência, e isso requer muito mais entrega, muito mais compromisso com cristo, exige uma relacionamento direto em cristo e não uma relação de alguém que se coloca como “guru” para orientá-lo em cada passo, é uma caminhada de liberdade com conhecimento, porém poucos querem isso e ai preferem terceirizar sua caminhada e comprar pacotes prontos.
            Essas Teologias produzem pessoas culpadas, pois aquelas que não conseguem vivem no "limbo" de uma espiritualidade que a ortodoxia não reconhece, a culpa só produz condenação, na culpa com certeza a pessoa não vai experimentar o amor de Deus pela vida dela. O evangelho produz vida e não morte, produz libertação e não cadeias repressoras que acabam adoecendo nossa alma. Imagina Quantas seguidoras e não seguidoras da Sarah Sheeva devem se sentir culpadas quando não conseguem se conter e transam com o namorado e engravidam? Elas  com certeza ficam lembrando que quem faz isso é uma "cachorra" e que ela "perdeu" a bênção de Deus, e que agora ela tem que arcar com as "conseqüências" do erro dela, ou seja, um inferno existencial e até mesmo na boca de muitas o inferno eterno.
             Fico Feliz de ver mulheres que já estudam e sabem que isso não vem de Deus, e esse é mais um desafio para que Deus possa talvez levantar um bom numero de mulheres livres para ajudar outras e outras. Devo lembrar que todos os pregadores têm coisas boas e ruins, porém isso não os faz bons caso eles enfatizem a moral cristã(se é que existe isso) em detrimento da graça e o amor de Deus. seja livre, seja serva!

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