21 de ago de 2017

A miséria do Racismo e a cura no Evangelho!

     
Olá leitores, Ja foi o tempo que eu ficava postando coisas nas redes sociais sobre racismo, tentando quase que emprestar toda a minha vida a esse tipo de "luta" como se esse fosse o maior problema do universo, pensando que essa seria a raiz de todos os males. Ja fui um ser belicoso de internet que não sabia mais construir nenhuma frase que não fosse a respeito disso, e vociferava as frases "revolucionárias" de "negros" destacados, inflamado com ressentimento de raças entre outras coisas. Eu pensava que eu estava na merda porquê os brancos escravizaram meus avós e blá blá blá.. isso obviamente gera um certo ressentimento com as coisas no geral e com o "sistema", começamos a acreditar que o mundo conspira contra nós, e dai é um pulo pra ficar doido, considerando tudo como racismo e preconceito ou coisas do tipo. A maturidade me trouxe com o tempo uma melhor reflexão sobre os problemas reais das pessoas, sem que eu precise adotar qualquer narrativa viciada/ideologizada agressiva, ou o tipo de narrativa que tenta ignorar uma situação existente no cotidiano.
      Não quero ser desabafonico aqui, mas é um saco abrir suas redes sociais e só ver que as postagens da pessoa é sobre raça, que repertório fraco, tipo a pessoa não desliga um só momento da sua luta revolucionária ( que não vai dar em nada, diga-se de passagem). Recentemente mente isso acendeu mais ainda devido as coisas que ocorreram semana passadas nos EUA entre os Supremacistas Brancos Cristãos e os Grupos negros, até chegar no infrutífero debate de internet sobre nazismo ser de esquerda ou direita, sinceramente eu não gasto minhas energias mais para isso, meu tempo ja passou, não queimo mais meus neurônios nisso.
    Nenhuma Teoria de Faculdade, discurso político, ou ideologia, pode ir contra a natureza humana, essa não muda, o ódio é uma coisa presente nas relações das pessoas como um todo, a nossa natureza é de divisão, e não de partilha, vivemos como se tivéssemos disputando as coisas, e não compartilhando, então a miséria do racismo, bem como outras formas de maldade, são só consequências de um problema mais profundo,teorizar sobre racismo com frases feitas, posts, desenhos, e outras coisas, só te farão um bobo metido a revolucionário,  e na verdade quem empresa toda sua vida a esse tipo de lutas, é só pra se ocupar de um tédio, um vazião profundo, uma vontade de pertencer a uma coisa elogiável pelos outros e por ele mesmo, é só pra dar uma razão pra viver.
    Jamais direi que Racismo não existe, pois claro, ja fui alvo de discriminação de diversas formas, mas também não vou ficar como essas pessoas que acham que tudo é racismo, até pq não é. Apenas o remédio que eu encontro para dar cabo a toda forma de injustiça é que nossas relações sejam mediadas pelo evangelho, no entanto isso só é possível via arrependimento e entrega de vida a Jesus cristo. No Reino não teremos nada que nos divida, seremos um só povo, uma só tribo, uma só nação. A igreja é a única instituição que reúne pessoas diferente e as une para um propósito maior, que é a glória Deus. Desculpe os desabafos do texto. comente, compartilhe!


PAULO GUSTAVO
  

17 de ago de 2017

O Funeral das Igrejas Históricas

 
   Quem sou eu para decretar a morte ou o fim de qualquer instituição? Absolutamente Ninguém, no entanto o passado serve para enxergamos a fenomenologia de algumas coisas, ou seja, a tipicidade de algumas situações que se repetem  e que servem como arquétipo e nos ajudam a no mínimo esperar alguns eventos. Alguns vão falar que é papo de "desigrejado ou "caiofabianismo" que fala mal do "sistema religioso" e blá blá blá, são rótulos dados por pessoas de pensamento curto, pessoas que são anões no pensamento e na vida. Defenderei de forma breve aqui que essas "grifes" ou "nomes" de denominações estão com seus dias abreviados, contados, e quase findos.
     Antes disso é bom colocar que a Igreja de Jesus jamais acabará, ela é uma instituição eterna, e já vêm antes do próprio cristianismo. No entanto a forma como ela se reúne, se organiza, sua dinâmica, e sua linguagem passarão por transformações inevitáveis no processo histórico. Os tempos demandarão isso, e só os que tiverem uma abordagem teológica centrada terão categorias para compreender as demandas e as idiossincrasias desse época. É bom que seja assim, é bom que as coisas mudem, para alguns as coisas devem permanecer como sempre foram, só que o "sempre" de alguns é de 100 anos para cá, o de outros é de quase 500 anos pra cá quando iniciou-se a reforma protestante, ou seja, cada um quer empalhar o seu passado favorito e congela-lo no tempo deixando ele lá, fazendo culto de relíquias, canonizando pioneiros, missionários, fundadores, mesmo que a maioria das pessoas não entenda nada do que ele crê.
    Quando se aceita as coisas como naturais fica mais fácil contribuir de uma maneira mais eficaz, sem saudosismos ou utopismos.Os processos históricos se encarregaram de sepultar muitas boas coisas, tudo isso que vivenciamos nas "igrejas" desde crianças têm um prazo de validade.Houve um Tempo em que aquilo foi útil de alguma forma, mas hoje simplesmente não faz mais sentido por uma série da razões, isso nos faz repensar nossos modelos de formação de líderanças, plantação de novas igrejas, pregação, ensino, entre outras coisas. Esse Texto não é nenhuma apologia de que se esqueça o LEGADO, pelo contrário, eu afirmo o Legado como algo essencial para a sustentabilidade de qualquer processo, pois isso dá uma forte noção de família, de ancestralidade, e de sabedoria presente na experiência.
    É triste ver que algumas denominações importantes não entendem isso, dá para ver como elas estão definhando, desidratando, perdendo a vida, porque o foco está totalmente em se agarrar nas pilastras, nos bancos, no letreiro, etc. Ficam Culpando a cultura, o relativismo, o pluralismo, o liberalismo, enfim... Não que estes não sejam nocivos e tenham que ser combatidos com a escritura, mas muitos se escondem nisso para justificar que ninguém entende sua mensagem, ninguém quer ir para a "igreja", e que o mundo é culpado de tudo. Fico triste por alguns irmãos que creem firmemente nessas coisas, mas que podiam dar mais, ser mais, servir mais a igreja de Jesus, se permitisse entender que tem coisas vão e não voltam mais, que ficam obsoletas e caem em desuso.
    Muitos de dizem teólogos e não sabem disso, aliás se dizem teólogos e não discernem os sinais dos tempos, não sabem nem quando vai chover, não sabem em que estações nos encontramos na história, se um verão ou inverno, nem os movimentos das marés. John Stott dizia em seu livro "Eu creio na pregação" que o pregador ou profeta é aquele que está na proa do barco, ou seja, adiante dando as coordenadas, é o primeiro a ver uma ameaça futura e avisar. Até os Pássaros sabem o momento de migrar, e nós aqui presos não entendemos o verão chegar e nos comportamos como se estivéssemos no inverno, que este conteúdo nos agregue a nossa reflexão sobre a missão que Deus nos deu de pregar o evangelho e falar do seu reino de amor.

21 de jul de 2017

O suicídio dos Teólogos!

Olá Leitores, Me sinto inspirado e provocado a refletir sobre um assunto que volta sempre às rodas da internet, que é o Suicídio, provavelmente por causa da morte de um famoso rockeiro essa semana, que foi encontrado enforcado. Quero poder usar desse espaço mais uma vez como lugar onde coloco minha perspectiva sobre o assunto que para min não é nem um pouco difícil, mas parece que é para alguns alvo de bastante controvérsia, principalmente em relação a questão soteriológica, pois muitos perguntam: o cristão que se suicida perde a salvação? ele era um eleito? 
  A discussão sobre o suicídio ser ou não pecado, ou ser algo que leva uma pessoa a perder ou não a salvação, revela que o nosso protestantismo tem muito do catolicismo ainda. Nós ainda carregamos uma percepção catolicizada sobre pecado. Temos uma noção estereotipada de pecado, medieval, romana, que nos leva a analisar apenas uma atitude exterior, quando na verdade o pecado não é uma atitude exterior, não necessariamente, muito mais do que isso o pecado é uma atitude interior, ou seja, o "peso" de uma atitude "errada" se mede não pelo ato em si, mas pela motivação da pessoa que o pratica. Por isso não cabem cartilhas morais, listas de regras, dietas existenciais, não toco nisso, não manuseio aquilo, não como, não bebo, não fumo, respeito aquele ou esse feriado ou dia santo, não cabem sistematizações da vontade de Deus. A doce vontade de Deus se revela na caminhada do dia a dia em forma de bom senso, em forma de equilíbrio, de uma maneira sustentável e saudável e não de uma forma abstrata e fora da realidade de quem o pretende praticar.  Aquele que oferecer o seu corpo como sacrifício vivo experimentará um renovo na sua mente e discernirá qual será a boa perfeita e agradável vontade de Deus.
    Colocando em termos práticos eu compararia Saul e Davi. O primeiro pecou quando decidiu guardar os despojos de uma batalha, quando Deus dissera para não guardar nada, e ainda tentou comprar a  Deus com sacrifícios daqueles despojos, como se Deus fosse subornável. O segundo pecou de maneira brutal quando tramou a morte de um homem leal a ele, sincero diante de Deus, para pegar a mulher de Urias para si, cometendo um homicídio e um adultério, ambos os crimes previstos em lei eram passíveis de pena de morte, mas quem provaria esses crimes? se não foi ele quem pegou uma arma contundente e desferiu golpes na vítima? e se ele a vítima apenas morreu em batalha, aonde ele teria errado em tomar a mulher viúva de seu marido, que era  soldado, como sua esposa? ambos os casos revelam a depravação do homem, mas seja sincero, em termos de moralidade religiosa protestante evangélica quem pecou mais foi Davi, pois enquanto o pecado do outro não era nem pecado em si previsto pela lei, mas foi uma desobediência dentro de um relacionamento com Deus. Tenho certeza que a Igreja evangélica hoje é a Igreja dos "Saul" que prestam obediência exterior moralista, mas não a obediência sincera e de coração. Não teríamos lugar para Davi na nossa igreja e sim para Saul.
   O que isso se aplica a questão do Suicídio? bom, as pessoas dizem que ele é pecado.. diante do que eu disse acima sobre perspectiva sobre pecado, há sentido nesse debate? a questão não é essa, a questão quem cometeu? foi um eleito? foi um pecador? se foi um eleito eu digo não vai ser o suicídio que vai tirar algo desse eleito, se foi um pecador, ficar vivo é a própria  morte, se foi um pecador, tanto faz, ele iria para o inferno com ou sem suicídio.
   Posso aferir objetivamente se uma pessoa  é eleita ou não?  não posso, por mais que tenha sido piedoso em vida ainda existe espaço para que estejamos enganados se afirmarmos que tal pessoa era salva. 
   Posso aferir objetivamente se uma pessoa não é eleita? não posso, por mais que tenha sido pecador, se em algum momento ele se arrepende, e existe espaço para isso, ele pode ser salvo, sem sermão, sem biblia, sem igreja, somente no seu íntimo.

Paulo Gustavo

26 de fev de 2017

O cristão e o Carnaval!

Resultado de imagem para carnaval medieval     Olá, Leitores! Hoje Quero tratar desse assunto em ritmo de samba, pois bem rápido eu quero pontuar algumas coisas sobre a nossa relação com o carnaval em si, ajudando para uma reflexão maior que sempre deve existir para que possamos discernir a boa, perfeita, e agradável vontade de Deus.
     Eu poderia explicar a origem pagã e a origem cristã dessa festa e como ela veio se tornando o que é hoje, eu indicaria vocês fazer uma pesquisa sobre isso, é bem legal acrescentar algumas informações à nossa reflexão mitos sejam desfeitos, mas diretamente quero tratar da nossa relação com o mundo, com a cultura, e a nossa ética com relação a tudo isso.
     Indo mais direto ao ponto, o cristão é chamado a se alegrar, celebrar, e viver uma vida de paz, então é lícito ao cristão se divertir, óbvio que a concepção de vida, a consciência, e a ética cristã nos direciona a uma vida que glorifique a Deus, nesse sentido, sinceramente, não vejo nenhum mal em participar do carnaval. Uns viajavam e se retiram, outros são caseiros, ou seja, todos têm o seu "carnaval particular", pois não há como de alguma forma não tirar proveito desse período de feriados por mais isolado que a pessoa queira estar da sociedade. Por anos e anos ouvimos um discurso sobre carnaval que o demonizava, mas o cristão é chamado a discernir/separar as coisas, o cristão é desafiado a observar a cultura e apreciar e incentivar pontos positivos, descartar e condenar pontos negativos que são distantes do ideais de Deus, fazendo assim o seu próprio carnaval, não com o fermento do pecado, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.
    Nós já compartilhamos o nosso espaço de trabalho com pessoas ímpias e torpes, da mesma forma também compartilhamos a faculdade, a rua, o comércio, o futebol (torço para o flamengo), por que não compartilhamos o espaço público, o lazer, e momentos de diversão com eles? será que necessariamente estamos compartilhando de valores mundanos e imorais, ao partilhar o mesmo ambiente que eles? creio que não necessariamente. Eu posso ir ao maracanã ver o flamengo jogar e ao mesmo tempo não partilhar de brigas, palavrões, ódio, bebida, entre outros problemas que vemos quando olhamos para a " Festa do Futebol". Nós Já estamos nesse mundo que é contaminado pelo pecado, se fosse assim teríamos que sair daqui, mas Jesus na oração sacerdotal orou: " não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal", não sejamos ingênuos, até para nossas igrejas locais deveríamos parar de ir se considerarmos que existem pessoas vis, enganadoras, e torpes em todas as denominações, aliás, inclusive nós somos cheios de maledicência e pecado em nós, Deus habita as nossas vidas, mesmo sabendo o quanto temos de pecados e falhas morais.
    A verdadeira espiritualidade é aquela que discerne tudo isso, que tem maturidade para separar o joio do trigo, o mal do bem, e assim poder viver em paz, pois o Reino não é comida e nem bebida, mas paz, justiça, e alegria no espírito santo. Que Deus nos dê graça para viver essas coisas para sua glória.