30 de set de 2015

Em busca da Paciência perdida!

   
    Acho que todos hoje vivem uma saga em busca de exercer mais paciência na vida com as pessoas e situações do dia a dia, coisas que não são fáceis e que envolvem grande stress. As pessoas tem adotado muita coisa da psicologia vulgar presente nas frases de efeito, nas auto-ajudas, nas religiões orientais "diet", ou têm se conformado com os prognósticos dos horóscopos que dizem praticamente que o temperamento e caráter ja estão determinados pelos astros e que essa ou aquela pessoa combina ou não com você. De minha parte gostaria tratar de conselhos objetivos sobre como exercitar/desenvolver/melhorar essa questão da paciência na nossa caminhada, prometa que vai compartilhar se você enxergar verdade nesse texto.  
    A primeira coisa que eu diria é que as pessoas vivem vidas que não querem e trabalham em coisas que não gostam, ou as vezes só trabalham, e não desenvolvem Hobbies, lazeres, preferindo as vezes escolher determinada atividade mais rentável financeiramente sem saber que acumular insatisfação ao longo de anos pode resultar numa falta de paciência geral, e uma insatisfação com praticamente todas as coisas na vida. Uma vida em que a pessoa não vê sentido ou não se sente realizada diminui as defesas do ser contra tristezas, stress, crises, e outras eventualidades que fazem parte da vida.
    Economizar palavras é algo muito útil na busca por mais paciência, hoje nós somos muito produtores de ruídos e barulhos, gostamos muito de falar, falar, falar, e se analisar bem pouca coisa do que falamos aproveita alguma coisa. Comentários inúteis, entrar em demandas que não são suas, coisas desse tipo que nos colocam em situações de stress desnecessário. A ideia é guardar todas essas energias para situações que de fato demandem força interior e perseverança, e não se preocupar com coisas que analisando bem são frívolas.
   Todas essas práticas acima não são de fato efetivas sem uma entrega e confiança em Deus praticadas diariamente, experimentar a graça de Deus e viver o milagre a transformação. abandonar as próprias razões e justiças, deixar o Espírito Santo operar. Essas coisas são oriundas de uma vida aonde há meditação e leitura da palavra, oração, comunhão.  Espero que tenha se motivado a uma virada na vida em relação ao seu cuidado.

18 de set de 2015

Profetas Pessimistas!

   
 Nosso objetivo é tentar pensar um pouco fora do senso comum sobre vida e caminho com Deus, e nesse sentido hoje gostaria  de falar a respeito do Pessimismo na vida do cristão. O pessimismo normalmente é confundido com falta de fé e murmuração, uma pessoa que tem fé normalmente é visto pelas pessoas como uma pessoa de pensamento positivo, que nunca reclama e sempre está alegre, isso asfixia certos tipos de pessoas na parede, praticamente obrigado a assumir uma coisa que nem sempre faz parte do nosso estado de espirito ou personalidade. Gostaria de ensaiar algo sobre esses conflitos sem saber qual conclusão isso dará.
     Pessimismo é definido a principio como uma visão um pouco cruel da vida, é um cacoete de ceticismo em relação as coisas, meio que uma flexão para um lado mau da existência que as vezes as pessoas querem tanto fugir. Não é o meu objetivo aqui fazer uma apologia ou pregação do pessimismo como algo "legal", a maioria dos pessimistas mesmo nem gosta de enxergar as coisas que consegue enxergar, e tentam dar uma melhorada para poder viver a vida, tenho como objetivo mostrar que o senso comum está errado e de como é possível ter um temperamento pessimista e ao mesmo tempo ter uma fé inabalável em Deus.
     A base da minha reflexão sobre isso será o Profeta Jeremias, entendo que ele seja um clássico exemplo de um homem chamado por Deus para pregar o evangelho em seu tempo, porém marcado como alguém que pregava em forma de lamento, que tinha uma pregação bem negativa, que dava prognósticos bem amargos, e depois chorava e clamava muito a Deus como um intercessor pelo povo que jazia em muitos erros irremediavelmente sentenciados com o cativeiro. O chamado profeta "chorão" teve um ministério em que pregou durante 50 anos aproximadamente, e os relatos dão conta de que ninguém se convertera ouvindo seus juízos, pelo contrário acabou praticamente sozinho não fosse a companhia de um eunuco (que não era ninguém naquela época), e o seu companheiro escrivão Baruque. O pregador estava prometido em casamento quando jovem até que Deus falara que ele não tomaria mulher em casamento e desde então sua vida foi pregar para um povo que jamais ouviria suas palavras, pelo contrário o humilharia, desde o menor até as  autoridades daquela época. Uma passagem que marca bem o pessimismo de Jeremias diante dos fatos cruéis em que ele se deparava é a passagem em que ele amaldiçoa o dia em que nasce, dizendo que um aborto era mais feliz que ele: "Maldito seja o dia em que eu nasci! Jamais seja abençoado o dia em que minha mãe me deu à luz!"(Jeremias 20:14), Nessa passagem depois de surrado a mando do Rei por entregar uma palavra dura, ele indaga com Deus e fala dessa forma, como se o "Destino" ou "Deus" o tivesse marcado ele para o sofrimento de não ser nem um pouco reconhecido pelo povo em sua época. Leia mais todo o livro de Jeremias e observe como a mensagem e os conflitos existenciais dele se confundem, isso é óbvio porque o profeta só prega aquilo que encarna do contrário é mero teatro.
     O Profeta ainda tem um livro com o sugestivo nome de "lamentações" nada mais pessimista hoje do que alguém que fica lamentando do seu lado, contudo posso dizer como um pessimista que sou que tal disposição não está ligado a falta de alegria não, é apenas um realismo muito pesado, mas em contra partida o milagre é a superação de tudo e manter uma esperança final maior do que qualquer crueldade existente. O chamado do evangelho é para vivermos uma Paz que excede todo entendimento ainda que nossas circunstancias sejam desfavoráveis e queiram tirar de nós o ímpeto de alegria. A nossa escatologia é de um final em que a vida vencerá a morte completamente, e triunfaremos com Deus no final, o nosso jogo é de vitória no final de tudo. Podemos exercitar isso e comemorar antecipadamente com uma vida de servo, de filho, e ser lembrado com um legado de vida como Jeremias e eu exemplo de entrega e confiança final.


7 de set de 2015

Era só mais um Francisco!

   
 A primeira semana de setembro/2015 foi de fatos marcantes ao redor do mundo, estamos ainda assistindo um êxodo de refugiados dos países em guerra civil e regimes ditatoriais, mas curiosamente na semana passada houve um fato aqui no Brasil, mais precisamente em São Paulo que nos comoveu muito: Um morador de rua morreu tentando proteger uma mulher numa briga com um homem armado, as imagens correram os noticiários e nos chocaram pela brutalidade com que um homem desferiu tiros naquele senhor de 61 anos que ja morava na rua há 10.
     A figura do homem tem sido tão desqualificada na sociedade, a masculinidade está desidratada, moída de tantas formas por movimentos que se pretendem representar as mulheres com discursos de divisão de categorias, que me vejo assim na obrigação de louvar a iniciativa corajosa desse homem que arriscou sua vida para ajuda a uma mulher nas mãos de um louco. Quantos fariam o mesmo? creio que poucos, nossa primeira reação seria de auto-proteção e fuga, mas pelo que vemos nos vídeos aquele senhor não hesitou de ajudar, sabendo de todos os riscos.
    Precisamos louvar sempre esses bons exemplos, "Franciscos" da vida que nos inspiram e nos motivam não podem ser esquecidos assim tão facilmente, os noticiários não estão mais dando a visibilidade a esse fato, mas cabe a nós guardar esse homem na nossa memória e contar para quem não viu o bom exemplo que foi dado. Nós somos muito responsáveis pelas próximas gerações de homens que virão, em ensinar, motivar, encorajar, e formar vários "franciscos" que deem suas vidas no trabalho, na família, com honra, com moral, com dignidade.
    Hoje o Pai que rouba na empresa, que sonega impostos, que vive do "jeitinho brasileiro" é aquele que chega em casa e beija os filhos e a mulher e posta foto com a família, ou seja, estamos caminhando para um tipo de psicopatia generalizada na sociedade, aonde as pessoas estão anestesiadas e não sentem mais o peso de seus erros e responsabilidades, não são constrangidos quando fazem coisas erradas. Nós temos relativizado tudo e a fatura chega cada vez com mais Juros de tudo isso. Não temos mais responsabilidade com as crianças, com as pessoas, com a nossa própria moral, isso sem falar de Deus, a quem se deveria temer, pois pode lançar a alma e o corpo no inferno.
    Para resumir bem a ideia desse texto eu usaria a palavra legado. Qual tem sido a nossa obra? O seu Francisco que era um morador de rua, um ser invisível para muitos, deixou um belo exemplo de bravura que nos coloca pensativos sobre nós mesmos que temos casa, comida, roupa, que temos família e pessoas que nos rodeiam. O que nós temos feito? o que é importante para nós? somos o tipo que vai morrer sem inspirar ninguém, sem motivar, sem transmitir vida a outros? fica para nós pensarmos mais e mais sobre isso, e se levantar para plantar uma nação de franciscos que não se calam, diante do mau e da injustiça e que levam para dentro de casa muito mais que dinheiro, mas brilho nos olhos, exemplo, e inspiração de vida.

5 de set de 2015

Se Deus é bom porquê deixa acontecer o Mal?

   
     Todos nós estamos perplexos com as coisas que andam acontecendo no mundo, poucos são alienados ao ponto de não ver quantas barbáries estão acontecendo. Todos viram a chocante imagem de uma criança síria morta na beira do mar por ter caído do bote aonde estava com seu pai refugiado de um país cujo presidente está massacrando a população. Essa Foto nos coloca em posição de perguntar porquê isso acontece? se Deus existe, aonde esta ele diante disso? porquê ele permite tais maldades? Com poucas palavras sem ser cansativo quero colocar uns pontos que nos ajudarão a refletir sobre essas questões.
      Como a nossa proposta é pensar sob uma perspectiva cristã não há como não voltar ao pecado original(Gênesis 3) como fonte da nossa caminhada e retornar a pergunta de uma outra forma: Nós como raça humana temos desde o principio tido uma atitude de rebeldia para com Deus, o homem tem se entregado a toda sorte de ganâncias e egoísmos, temos mergulhado em nossos prazeres e projetos de felicidade pessoal, mas queremos perguntar pra Deus qual é a razão de tanta injustiça? a pergunta sobre Deus permitir o mau sendo ele bom é honesta e lógica(em partes) eu admito, mas muito mais honesto e mais lógico ainda é perguntar se o homem têm procurado a Deus, ou se ele tem se rebelado cada vez mais contra a ordem natural das coisas que são impressas em suas consciências e expostas na palavra de Deus, é sempre mais maduro olhar para si ao invés de buscar em algo fora de nós.
     Alguém que se omite diante das coisas erradas e injustas todos os dias, alguém que não se envolve em nenhum bem para outros, que vive seus caprichos, cumprindo suas vontades nos outros, não me parece ser a pessoa mais indicada a dizer o que é injustiça, quanto mais questionar se Deus é justo ou não por coisas que acontecem no domínio da ação humana. Os mesmos que defendem o aborto como método contraceptivo por exemplo, são aqueles que colocam suas Dúvidas em relação a Deus, não por que estão com dúvidas, mas por que não querem de fato a vida que Deus propõe a eles. 
    Talvez se estivesse o homem afirmando sua responsabilidade, seu pecado, sua atitude rebelde, anti-Deus, tivéssemos uma esperança, mas sei que não haverá, alguns homens de fato são réprobos, são envenenados, engodados com o pecado de uma tal forma a não mais se enxergar mais sua condição miserável. Somos industriais na produção de pecado e injustiça, somos lentos e artesanais na produção de bondade e na prática das coisas reprovadas por Deus, essa conta não fecha, essa relação está em desequilíbrio. Nós seres humanos somos assim mesmo desencontrados, perdidos, e sempre procurando respostas fora de nós, ignorando a nossa condição, erramos e erraremos sempre o alvo.
   Fica o fato de que não temos razão em questionar a bondade sendo nós a causa da maldade, essas questõezinhas soam lógicas, porém guardam em si um tanto de blasfêmia, pois não podemos em hipótese alguma questionar a bondade e a justiça de Deus, bem  como sua soberania. Diante de uma tragédias nos resta silenciar e pensar sobre nós mesmos e tentar voltar para Deus.