11 de mai de 2016

Ignore a ignorância dos evangélicos!

   

            A minha viagem como cristão começou em uma clássica igreja evangélica, aliás eu praticamente fui criado nesses contextos, vivi muitos anos nesse meio e sou grato a Deus por isso, ainda cultivo amigos que ainda vivem lá. Esse texto não tem o fim de desrespeitar as convicções de ninguém, mas afirmar o que vejo e sinto de tudo que tenho infelizmente visto cotidianamente.
     Não curto muito a postura de alguns reformados , ou pessoas que tiveram acesso a um conhecimento melhor, que vivem em busca de "assuntos", caçando heresias, e pregadores que erram para poderem postarem em suas páginas e blogs aquilo, escreverem um "textão analítico" sobre o conteúdo ou coisa do tipo. Eu tive muito essa atitude e agora vejo que é tempo perdido, pois quando alguém não está disposto a aprender devemos dar liberdade a pessoa de viver suas próprias convicções. De minha parte entendi ser melhor sair do meio religioso que eles vivem e congregar uma comunidade que partilha das mesmas convicções que eu.
     Faz tempo que eu publicamente nas minhas intervenções, diálogos, e aulas, não me me digo e nem me identifico como um "evangélico". Pela morfologia da palavra sim, eu sou, mas pelo sentido que esse termo vem levando em conta a média ponderada dos que se identificam assim eu diria que não sou e estou muito distante disso, eu considero uma outra religião ou denominação cristã, como são os católicos, testemunhas de jeová, espíritas, entre outros grupos. Se pegarmos aquilo que os pais da igrejas falaram e fizeram, bem como o modo de vida dos cristãos primitivos, se pegarmos o pensamento reformado, bem como sua eclesiologia, não dá para ver nenhuma similaridade de termos e de conteúdos nas pregações, palestras, e conteúdos disseminados pelos grandes líderes evangélicos. 
    Teológica e eclesiologicamente falando os evangélicos são uma religiosidade híbrida que copia formas judaicas com uma linguagem católica romana, algumas denominações usam elementos e coisas simbólicas vindas das religiões afro, ainda que seus termos e palavras sejam bem parecidos com os termos bíblicos em algumas coisas, mas o sentido daqueles termos foi paganizado, não produzindo assim efeito para a vida e caminhada de qualquer um deles.
    Não desejaria aqui ser exaustivo, pois muitos já conhecem a situação deles muito bem, só gostaria de aconselhar aos que ficam de plantão teológico, buscando debates, que simplesmente vivam suas vidas e ignorar os evangélicos, assim como você ignora outros grupos religiosos. Ajude uma e outras pessoas com dúvidas honestas e perdidas que encontrem pelo caminho, mas não fique se ocupando de mudar o  seu contexto, é muito mais fácil e amigável ir para um contexto de caminhada que se identifique com a fé pura e simples no evangelho, e a partir dali quem sabe ajudar a tantos. Digo isso por que na minha TL do Facebook vejo muita gente ainda se preocupando com malucos, e acho que podemos emprestar a nossa mente a reflexões melhores e mais profundas.


Paulo Gustavo

6 comentários:

  1. embora não lhe conheça pessoalmente, sei que estudou também no ITBT em Curitiba e também gosta de publicar e expor sua cosmovisão bíblica. Muito bom ver formadores de teologia própria e não meramente copiada como você e outros. Assim como vc tenho um blog pessoal que em virtude de ser de longa data já não mais necessariamente representa minha visão cristã que, em virtude de uma nova contextualização, precisa ser reinterpretada. www.apalavraaovento.blogspot.com.br

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    1. obrigado mano.. se puder compartilhe!

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    2. obrigado mano.. se puder compartilhe!

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  2. Muito bom o texto mano. Tem vezes q perdemos muito tempo com coisas bobas. Sempre sábio.

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  3. Muito bom o texto mano. Tem vezes q perdemos muito tempo com coisas bobas. Sempre sábio.

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