16 de nov de 2016

A bíblia e os limites da reflexão cristã!

 Olá amados irmãos leitores, ocorreu-me de usar esse espaço para pensar um tema pouco falado, mas importante para nossa caminhada, que são as limitações do saber teológico e da reflexão cristã, ou seja, saber calar quando Deus se cala, saber falar até onde Deus fala, não buscar entender o que é inacessível a nós, mas caminhar mesmo com todas as dúvidas e incertezas que na verdade fazem parte da condição precária da vida humana. Existem aqueles que Advogam que a escritura pode responder todas as coisas, que por ser inerrante e infalível ela apresenta parâmetros para os menores centímetros da existência humana (não está tão errado), sabe o tipo de cara que estudou teologia e tem resposta pra tudo? pessoas assim acreditam que a complexidade da vida cabem em sistemas teológicos ou cabe numa dogmática ou confissão de fé.
      Pessoas assim sempre tem o que dizer até em momentos de tão profundar dor e sofrimento aonde o silêncio e o gesto reverente diriam muito mais, pessoas assim têm sempre um sermão na manga, uma teoria do estado, da sociedade, da moralidade, enfim... não que a bíblia não tenha isso, mas isso faz com que se "teologize" a vida demais, quando na verdade o foco principal da bíblia não é ensinar moralidade e ética, pois outras religiões o fazem, mas apresentar o plano da salvação ao homem, ou seja, o foco da bíblia é Jesus, é o Reino de Deus que chegou com ele, é a redenção do homem. Deus tem também outras tantas maneiras de falar ao homem, por exemplo, pela sua própria experiencia e cotidiano, pela boa ciência, pela razão muitas vezes, entre outras coisas, não sei se é viagem minha, mas para alguns eu percebo que a vida é um grande dogma, que nada fora dele se não coisas falsas e não aproveitáveis, na verdade o que eu estou falando aqui ja é uma "teologia", na verdade o que eu quero denunciar é um "biblicismo" exagerado da parte de muitos, que os leva a legalizar a vida, a torna a caminhada um calvário de regras e sistematizações, que geram processos de culpa, de medos, de "mal resolvência", e pessoas sistemáticas, sem nenhuma perspicácia e discernimento espiritual.
    Muitos ao ler isso diriam para min que estou relativizando o fato de a bíblia ser nossa regra absoluta de fé e prática, ou o fato de ela ser infalível ou inerrante, pelo contrário estou afirmando, pois em assuntos relacionados a salvação e vida do homem a bíblia contém toda base de verdade, seja ela da salvação, mas também da vida ética, o que eu estou afirmando é que ela não quer tratar de tantos assuntos de modo que precise de tantos enquadramentos, isso é um tipo de racionalismo biblicista exagerado que leva a uma nova forma de farisaização e legalismo. Não podemos achar que o legalismo era uma coisa só do Primeiro século, mas que era uma forma de pensar característica que se produz de muitas formas ainda hoje no seio da cristandade. Normalmente esses exageros são cometidos não pelos ignorantes e leigos que são maioria por ai, mas pelos reformados, calvinistas, que têm uma obsessão em serem "bíblicos" conforme suas perspectivas, porém o exagero os faz cair em distorções várias e que acabam não produzindo justiça.
   Para conclusão Gostaria de colocar um texto muito elucidativo ao que estou tentando colocar: 
"Há três coisas misteriosas demais para mim, quatro que não consigo entender: O caminho do abutre no céu, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio em alto mar, e o caminho do homem com uma moça." Provérbios 30:18;19
   Para o proverbista, do alto sua sabedoria ainda existiam coisas que ele não alcançava, que ele não podia entender, que ele não poderia sistematizar sobre, que ele não poderia teologizar,ou seja, eram coisas contempláveis, mas que não cabe na linguagem e nas simplificações que buscamos fazer. Portanto que a nossa vida seja teórica sim, mas também prática, a nossa espiritualidade é a dos nossos dias e tempos, e não das idealizações exageradas que não pacificam o ser e a existência.

2 de nov de 2016

O cristão e a sua Auto Estima! Como cuidar?

 
 Um dos tipos de obsessões das pessoas hoje é a questão da auto-estima, digo isso com relação a corrida desenfreada das pessoas para melhora-la com  diversas intervenções, de cirurgia estética a psicólogos as pessoas tem gastado com isso, tem pregado o auto-amor, caindo ao meu ver numa coisa ridícula facebookiana de narcisismo extremado.
    Não é porquê a modernidade trata mal o assunto, jogando tudo para os lugares comuns, os clichês, os chavões, que devemos ignorar tudo e achar que isso não nos pertence como cristãos. Não se pode jogar a água e a criança fora da bacia (um ditado velho), podemos devemos pensar em tudo em alto nível, com categorias bíblicas, o homem e a mulher devem ser bíblicos, devemos redimir a imagem e a semelhança de Deus pela escritura.
   Qual deverá ser a base da nossa auto estima como cristãos? a estética? a intelectualidade? uma suposta popularidade em determinado nicho? sucesso econômico? Já quero partir da ponto que a base da nossa vida e caminhada como homens e mulheres é o fato de que o amor de Deus é suficiente em nossas vidas, pois essas crises que as pessoas vivem é na verdade de aceitação, buscamos de alguma forma ser aceitos por uma ou mais pessoas, nos diluímos no meio da multidão para sermos palatáveis, perdemos nossas identidade, nossa essência, para intuitivamente "fazer o gosto" de determinadas pessoas. Aplicar a receita da aceitação não nos leva a bons lugares existencialmente falando, estamos falando de perca do nosso próprio "eu em cristo", sim eu pessoalmente creio num "eu" que é construído a imagem do criador e do salvador.
    As tentações em torno disso são muitas, pensamos em ceder a isso e tentar sim sermos agradáveis ao maior número possível de pessoas, muitos homens tentam se alterar para agradar ao sexo oposto com medo de serem reprovados, mudam convicções, mudam valores, tudo isso com um medo interior de ficarem sozinhos, isso não é bom. As mulheres também entram em obsessões com vistas a agradar o homem pelo medo instintivo de ficar só, são conflitos que vemos no dia a dia. Tenho Cada vez mais pensado que o melhor momento de conhecer alguém é quando não estamos preocupados com o que aquela pessoa vai achar de nós, não estou advogando que sejamos desagradáveis de propósito, ninguém gosta de gente inconveniente, chata, sincerona, mas que seja você , seja natural, busque melhorar para a glória de Deus, e para você, e quem tiver de enxergar você como homem e mulher que tem valor, enxergará, caso contrário, siga sua vida.
   Na Adolescência era bem comum agir de modo a querer fazer parte de uma galera, um grupo, oma coletividade, mas na fase adulta da vida já não cabe mais isso, Porém o que eu tenho percebido é uma Adolescência Geral, ou seja, todo mundo busca em demasia ser aceito custe o que custar, e isso tem levado o emocional de muita gente para o buraco. Pessoas cheias de machucados, de doloridos, frustradas, se perdendo por ai, não acho que isso valha a pena. 
   O amor de Deus é essencial para o ser, para o nosso equilíbrio emocional, desfrutar do amor dele, conhecendo-o, é o verdadeiro remédio para nossas rachaduras existenciais, precisamos mergulhar mais no ser de Deus, de olhar mais para Jesus, no sentido de assimilar ele em nossas vidas, dar cada passo conforme ele, ser doente é a regra nesse mundo, e podemos não perceber o quanto podemos estar assim por fazer parte da maioria, por isso devemos refletir muito sobre isso e discernir os caminhos de vida. 

Paz

22 de out de 2016

A auto ajuda e a pós-modernidade!

   
Tenho pensado cada dia mais que não são as drogas químicas o grande produto a ser vendido hoje por ai, mas sim idéias torpes. Tenho visto o mal que certos tipos de pensamento tem feito nas pessoas que não buscam em Deus uma condição em que lhes permita terem anticorpos para suportar, para refletir, para não aderir a certas ondas e certos sensos comuns que nos levam a ter pouquíssima consistência de vida. 
     A auto ajuda tem sido uma dessas "químicas" que tem sido vendido por ai, na verdade estamos na era do 'auto", do "Self", aonde as pessoas querem saber o que elas podem fazer por elas mesmas para serem felizes. Tem um monte de gurus motivacionais por ai, um monte de Expert em sucesso e felicidade, sessões inteira de livros que tratam só de como você ser feliz em 10 passos, como fazer dar certo em 7, como não fracassar em 21, como não ser triste em.. bom e por ai vai.
     Me referi a Auto Ajuda como um certo típo de química, por que ela trabalha misturando elementos da religião predominante, das ciências, da psicologia, entra um pouco na estatística, e por ai vai, no fim das contas ela só quer dizer como a vida é bonita e como você é um vencedor, ou como pode ser um se não estiver se sentindo. Sem me alongar muito já tendo definido o assunto, quero colocar uns problemas sérios que eu vejo nesses conteúdos que estão presentes em filmes, livros, pregações religiosas, entre outras plataformas.
     Uma idéia bem feia que eu vejo por ai sendo difundida nessa geração flácida é a demonização da tristeza, como se tal sentimento não tivesse nada para oferecer de bom, como se momentos de solidão, e de frustrações, não pudessem oferecer uma oportunidade de amadurecimento, crescimento, fortalecimento. Salomão disse que seria melhor está na casa de luto, do que na casa aonde há festa, pois na casa do luto há reflexão sobre a vida, só que hoje parece que queremos não nos deparar com realidades que entristecem, pois não sabemos para onde canalizar a tristeza, não sabemos e não aprendemos nesses livros o que fazer quando ganhamos um não, eles se quer consideram as negativas que a vida dá, apenas dizem que se seguir os 7 passos no fim encontrará o sucesso e a felicidade.
    Outra coisa que tem embriagado os jovens e adultos por ai é a idéia excessiva de sonhos, alguém até te bate se você disser que não tem nenhum "sonho", ou você tem que ter um "sonho" bem ambicioso para demonstrar que você é uma pessoa motivada na vida. Dá onde vem isso? na bíblia não vejo o Apóstolo Paulo sonhando em ter uma carruagem ano 40.DC, financiada em tantas vezes sem juros, ou mesmo algo mais nobre como uma família, Paulo se quer tinha uma família, pois desejava ter uma dedicação maior ao evangelho, ele era infeliz? sim ele seria para os dias de hoje. Em momentos em que ele demonstra tristeza e solidão, ele só pede amigos com ele,  e não livros que falem sobre como estar motivados todos os dias. Quem é que se sente motivado todo dia? 
    Para não ser longo, pois poderia falar muito mais coisas contra essa mentalidade, eu concluiria falando que é o tipo de coisa que é como jujuba na nossa dieta, ou seja, é bonito e gostoso, mas não agrega no ser, não fortalece, não trás consistência para alma, de modo que quando os invernos frios batem, as pessoas não aguentam e tomam resoluções absurdas, do tipo não confiar mais em Deus, não crer que ele exista, preenchendo o espaço dele com coisas como causa política por exemplo, que é muito comum no Brasil. Deixa a auto ajuda, e viva com a ajuda do alto..

16 de set de 2016

Vida de Papel

  Essa semana fomos chocados com uma tragédia. O ator domingos Montagner, um homem forte, saudável, cheio de vida, com carreira e sucesso profissional, com muito pela frente, ao ir tomar um banho de rio apenas, perdeu sua vida e creio que detalhes todos já sabem. Acontecimentos como esses devem nos fazer refletir sobre algumas coisas importantes. Já dizia salomão que é melhor estar na casa do luto, pois ali se reflete sobre o sentido da vida, considerando coisas que na casa da alegria não temos espaço, analisando assim podemos tirar alguma coisa até mesmo de eventos tão inesperados como esses e quem sabe crescer.
 
    A primeira reflexão que eu faria tendo como pano de fundo esses fatos é que devemos valorizar cada minuto com as pessoas, pois não sabemos quando elas não estarão mais. Existem pessoas tão frequentes em nossas vidas, e acabamos pensando que ela sempre estarão ali, acabamos por banalizar aquela pessoa tão importante para nós, podendo chegar ao tempo em que só podemos lamentamos sua ausência para sempre. É dolorido só perceber depois o quanto alguém foi importante para nós e que não temos mais oportunidade de retribuir, de reconhecer, e de dar honra aquela pessoa. Fico imaginando a dor desses familiares, que perderam de forma tão estúpida um ente querido, tomara que eles tenham tido tempo de dizer tudo que sentem, ainda que tinham tanto pra viver ainda do lado dele.
    Penso também que o medo pode ser bom, o medo pode nos livrar de muitas coisas, pessoas destemidas não cuidam e não atentam para perigos, pessoas ousadas demais, que se confiam demais não sabem que morrer é muito mais fácil que viver, que a vida é frágil como um papel, que nossa vida é um sopro, não somos nem de longe somos auto-suficientes. A maioria dos afogamentos acontecem com quem sabe nadar, não quero julgar se foi o caso com o ator, mas se ele tivesse um trauma de infância que não deixasse ele ter coragem para ir longe dentro da água evitaria tal evento. Concluo dizendo que nossos traumas, medos, são nossas marcas, e nos ajudam a refletir, óbvio que não devemos nos pautar pelos medos e traumas, sob pena de não viver, mas devemos considerar que o medo é normal diante de coisas desconhecidas.
    A brevidade da vida me saltou como algo a se pensar, se pensarmos que estatisticamente é mais fácil morrer do que viver, que existem tantas coisas que podem ceifar nossa vida, que somos pequenos, indefesos, e que no brasil vivemos dias cruéis do ponto de vista de segurança. Sem contar que nosso tempo de vida em média é pouco e passa rápido. Isso me faz pensar que cada escolha, decisão, e passo na caminhada da vida é de suma importância, saber aproveitar, remir o tempo, otimizar as coisas, perdoar, amar, ajudar, se doar, deixar um legado importante, e pregar o evangelho a todo e todas. Viver para glória de Deus implica em bom uso da força que temos, bem como do tempo, da inteligencia, forças, e recursos, devemos empregar tudo que somos e temos para que alcancemos uma vida digna da eleição divina em nós. Que possamos continuar a pensar sobre essas coisas e que Deus nos abençoe!

4 de set de 2016

The Big True is...

  Pensando sobre a verdade e seu significado, eu tenho chegado a conclusão que ela nos cerca, nos envolve, está sempre diante de nós sorrindo, muitas vezes esbarramos e não nos damos conta que é ela que tanto fugimos e ao mesmo tempo procuramos. Fugimos porque sabemos que no fundo a verdade não nos agrada, e procuramos no sentido de que queremos algo quem sabe agradável ao nosso apetite pós-moderno. Na verdade a pós-modernidade vive uma relação bipolar com a verdade, um relacionamento de amor e ódio, muitas pessoas afirmam como absoluta, e outras vamos ver ela sendo relativizada, isso vai depender muito do interesse individual, pois pouquíssimos comprarão o pacote completo, a maioria vai personalizar, customizar, tentar converter a verdade aos seus caprichos.
 
   Nós temos pregado o nosso evangelho para a verdade, pedindo que ela se converta a nós, e que ela se adapte a nós, queremos o nosso desejo sendo cumprido nela sem nenhuma crise. Essa geração quer ter o direito e a liberdade de crer em muitas verdade ao mesmo tempo sem serem acusados pelos "quadrados" de contraditórios, ai de quem dizer que eles não podem. Assim caminhamos, infantis homens, anões espirituais, pigmeus na vida e na existência,  pois cultivam uma vida plástica e não funcional para o que ela de fato deve ser. Preferimos a estética ao invés da ética.
   Não podemos represar a verdade colocando barreiras para ela, sob pena de que essas "proteções" que colocamos caiam sobre nós, nos atropelando e nos fazendo mal. A verdade aparece como ensino para nos precaver, mas também como juízo para nos punir, nos repreendendo, ambos os casos são saudáveis, mas devemos buscar o ensino, a educação na justiça, percebendo as coisas e aplicando-as em nosso cotidiano, plantando uma nova mentalidade, e consequentemente uma vida redimida.
  Espero que não tenhamos a mesma reação de Nicodemos diante de Jesus, cuja história está em João 3. O respeitado fariseu, veio até Jesus com atitude modesta e honesta, querendo aprender a natureza do ensino de Jesus, mas saiu confuso,  com mais perguntas ainda, pois não esperava ter suas crenças colocadas em cheque por algumas palavras que Jesus colocou sobre o Reino de Deus, ou seja, estava tão hipnotizado e focado em si, e não viu a verdade passar debaixo de suas barbas, perdendo assim a oportunidade de beijá-la e abraçá-la. Tomara que ele tenha pensado melhor e se convertido.
    É difícil falar de verdades hoje, mas é esse talvez o nosso maior chamado, de indicar o caminho sólido e consistente para que as pessoas se inspirem e se motivem na busca, na reflexão séria sobre a vida, e não comprando pacotes de viagens bem "viajosas" que nos levam para lugares comuns. Temos que afirmar que Jesus é a verdade, ele é o porto mais do que seguro, pois aquele que vai até ele, de maneira alguma é lançado fora de sua presença.

24 de ago de 2016

Ter fé não é suficiente!

   
   
Pensando em termos e linguagem econômica eu refletia sobre a questão da escassez, no sentido de que quanto menores são os recursos mais devemos saber emprega-los da maneira mais adequada e que nos dê um retorno desejado, ou seja, se você tivesse 1 real apenas pra viver com certeza daria valor a cada centavo investido. A partir disso eu comecei a pensar sobre o Reino de Deus, sobre a fé, entre outras coisas que nada teriam a ver diretamente com uma ciência que trata das ações humanas no campo material/econômico, e percebi que nossa vida e caminhada como discípulo nós dispomos de elementos bem escassos.
     Muitas vezes Jesus comparou o Reino de Deus a bens escassos naquele contexto social , como um tesouro escondido ou uma pérola de grande valor, e ele ainda colocava a atitude mais lógica que um homem poderia tomar ao encontrar tais coisas, ou seja, usou o homem econômico para falar da natureza do Reino e da sua importância dada a sua escassez, já que não é qualquer um que encontra o Reino, nem tão pouco são os que procuram que acham, pelo contrário somos achados por ele. Tive um insight de pensar que essa pós-modernidade é um momento de inflação dada a escassez de uma verdadeira espiritualidade, a verdade e o reino de Deus, anunciados pela pregação do evangelho estão escassos e isso nos desafia a pensar em como empregar nossas forças, nossa motivação, e nossa fé de maneira que tenhamos de fato algo a dizer e algo a apresentar que não seja essas psicologias em forma de religião que temos visto, essas coisas enlatadas e com verniz filosófico.
     A própria fé é um recurso escasso muito confundido com pensamento positivo, boas energias e vibrações, entre outras coisas que vemos. Ao contrário desses recursos de segunda linha que tentam imitar a verdadeira confiança, a fé é mínima e pequena, como um grão de mostarda, a menor das sementes, que deve ser empregada de uma forma que se torne uma árvore que além de dar outras tantas sementes ofereça sombra. A questão é que temos que pensar de que forma fazer, o tempo, o solo, e tantas outras condições, pois não podemos perder de vista que é um recurso raro. Hoje nós podemos "acreditar" em muitas coisas diferentes ao mesmo tempo e não ser contraditório, mas com a fé não há tempo, e não há abundância para se gastar em projetos artificiais pré-fabricados pelo discurso secular que o importante é a fé, porque o que está em jogo é a vida.
    Na pós-modernidade existe uma espécie de "banco central" imprimindo papel moeda sem nenhuma orientação, e de fato a maior moeda corrente hoje são as "verdades", mas se são muitas "verdades" assim e tão fáceis de se encontrar em qualquer esquinas, elas perdem o valor, pois já não são tão poucas e escassas assim, estamos sob um governo de idéias artificiais. Cabe a cada discípulo de Jesus instruído na verdadeira fé, burlar esse tal governo e criar uma nova moeda e novo conceito e viver paralelo a este modo de vida artificial que só nos coloca no niilismo depois de muitas tentativas de produzir pra si mesmo algo que só Deus pode dar. A conclusão disso é colocar a fé na coisa certa, não somente crer por crer, porque só ter fé não é suficiente, é questão de vida e de morte conhecermos e sabermos aonde está o nosso tesouro e onde depositamos nossa confiança, para passarmos essas crise de valores e de significados que estamos vivendo. Saiba em quem você tem crido! 

Por Paulo Gustavo

25 de mai de 2016

12 CARACTERÍSTICAS DO NOVO CALVINISMO (Por John Piper)


1— O Novo Calvinismo, em seu comprometimento com a inerrância da Bíblia, abraça as verdades bíblicas por trás dos Cinco Pontos (TULIP), embora tenha, ao mesmo tempo, certa indisposição em usar o acróstico e outro acondicionamento sistemático, juntamente com um comprometimento por vezes moderado com a “expiação limitada”. O foco está na soteriologia calvinista, mas sem excluir a apreciação do escopo mais amplo da visão de Calvino.
2— O Novo Calvinismo abraça a soberania de Deus na salvação e em todos os assuntos da vida e da história, incluindo o mal e o sofrimento.
3— O Novo Calvinismo possui um forte tempero complementarista com uma ênfase no desenvolvimento de homens e mulheres em relacionamentos onde os homens abraçam o chamado para uma liderança robusta, humilde, serva e semelhante a Cristo.
4— O Novo Calvinismo tende a ser um afirmador da cultura em vez de um negador dela, embora resista a algumas posições culturalmente discrepantes, como por exemplo a prática homossexual e o aborto.
5— O Novo Calvinismo admite o lugar essencial da igreja local, é conduzido principalmente por pastores, possui uma propensão vibrante para a plantação de igrejas, produz músicas de adoração amplamente cantadas e exalta a palavra pregada como central à obra de Deus tanto no âmbito local quanto no global.
6— O Novo Calvinismo é ousadamente movido pela missão, abarcando o impacto missional nos males sociais, o evangelístico nos relacionamentos pessoais e o missionário nos povos não-alcançados do mundo.
7— O Novo Calvinismo é interdenominacional, com um forte (“paradoxal”, alguns diriam) elemento batista.
8— O Novo Calvinismo inclui caristmáticos e não-carismáticos.
9— O Novo Calvinismo dá uma prioridade à genuína piedade de veia puritana, com uma ênfase no papel essencial das afeições na vida cristã, ao mesmo tempo estimando a vida do intelecto e admitindo o valor da erudição. Jonathan Edwards seria invocado como um modelo dessa combinação com mais frequência que Calvino – independente de isso fazer justiça a Calvino ou não.
10— O Novo Calvinismo é envolvido de modo vibrante na publicação de livros, e, o que é ainda mais notável, no mundo da internet, com centenas de blogs dinâmicos e ativistas de mídia social, com o Twitter como a forma cada vez mais padrão de indicar coisas (antigas e novas) que são dignas de ser divulgadas e lidas.
11— O Novo Calvinismo é internacional em escopo, multiétnico em expressão e culturalmente diverso. Não há um centro geográfico, racial, cultural ou diretor único. Não há executivos, organização, nem mesmo uma vaga filiação que abrangeria o todo. Ousaria dizer que há desdobramentos desse movimento que nenhum de nós neste salão [Piper está palestrando numa conferência] jamais ouviu falar.
12— O Novo Calvinismo é vigorosamente centrado no evangelho – ou na cruz –, com dúzias de livros nos últimos anos abordando o evangelho de todos os ângulos e aplicando-o a toda a vida, com o empenho de ver a doutrina histórica da justificação produzir o fruto da santificação pessoal e comunitariamente.

Texto parcialmente traduzido do Desiring God ( http://www.desiringgod.org/…/the-new-calvinism-and-the-new-…), por Leonardo Bruno Galdino.

11 de mai de 2016

Ignore a ignorância dos evangélicos!

   
            A minha viagem como cristão começou em uma clássica igreja evangélica, aliás eu praticamente fui criado nesses contextos, vivi muitos anos nesse meio e sou grato a Deus por isso, ainda cultivo amigos que ainda vivem lá. Esse texto não tem o fim de desrespeitar as convicções de ninguém, mas afirmar o que vejo e sinto de tudo que tenho infelizmente visto cotidianamente.
     Não curto muito a postura de alguns reformados , ou pessoas que tiveram acesso a um conhecimento melhor, que vivem em busca de "assuntos", caçando heresias, e pregadores que erram para poderem postarem em suas páginas e blogs aquilo, escreverem um "textão analítico" sobre o conteúdo ou coisa do tipo. Eu tive muito essa atitude e agora vejo que é tempo perdido, pois quando alguém não está disposto a aprender devemos dar liberdade a pessoa de viver suas próprias convicções. De minha parte entendi ser melhor sair do meio religioso que eles vivem e congregar uma comunidade que partilha das mesmas convicções que eu.
     Faz tempo que eu publicamente nas minhas intervenções, diálogos, e aulas, não me me digo e nem me identifico como um "evangélico". Pela morfologia da palavra sim, eu sou, mas pelo sentido que esse termo vem levando em conta a média ponderada dos que se identificam assim eu diria que não sou e estou muito distante disso, eu considero uma outra religião ou denominação cristã, como são os católicos, testemunhas de jeová, espíritas, entre outros grupos. Se pegarmos aquilo que os pais da igrejas falaram e fizeram, bem como o modo de vida dos cristãos primitivos, se pegarmos o pensamento reformado, bem como sua eclesiologia, não dá para ver nenhuma similaridade de termos e de conteúdos nas pregações, palestras, e conteúdos disseminados pelos grandes líderes evangélicos. 
    Teológica e eclesiologicamente falando os evangélicos são uma religiosidade híbrida que copia formas judaicas com uma linguagem católica romana, algumas denominações usam elementos e coisas simbólicas vindas das religiões afro, ainda que seus termos e palavras sejam bem parecidos com os termos bíblicos em algumas coisas, mas o sentido daqueles termos foi paganizado, não produzindo assim efeito para a vida e caminhada de qualquer um deles.
    Não desejaria aqui ser exaustivo, pois muitos já conhecem a situação deles muito bem, só gostaria de aconselhar aos que ficam de plantão teológico, buscando debates, que simplesmente vivam suas vidas e ignorar os evangélicos, assim como você ignora outros grupos religiosos. Ajude uma e outras pessoas com dúvidas honestas e perdidas que encontrem pelo caminho, mas não fique se ocupando de mudar o  seu contexto, é muito mais fácil e amigável ir para um contexto de caminhada que se identifique com a fé pura e simples no evangelho, e a partir dali quem sabe ajudar a tantos. Digo isso por que na minha TL do Facebook vejo muita gente ainda se preocupando com malucos, e acho que podemos emprestar a nossa mente a reflexões melhores e mais profundas.


Paulo Gustavo

6 de mai de 2016

O whathsupp e a cultura da dependência!

  
  Tivemos pouco mais de 1 dia de bloqueio do app WhatsApp essa semana pela justiça do Brasil, que sempre é pioneira em vergonhas para o mundo, mas não seria esse o foco hoje, mas a falta que todos nós sentimos dessa ferramenta. Fiquei refletindo como nós criamos uma necessidade disso, de maneira a torna-la essencial para nós, de maneira a criar todo uma agenda em torno disso. Fiquei meio aterrorizado de pensar como isso nos atrapalha na caminhada, no impedindo de realmente ter encontros reais, como atrapalha nossa sensibilidade e nos torna mais pragmáticos. 
     Sabe aquela coisa de olhar para a pessoa, de viver um tempo bom na companhia de pessoas especiais? pois é acho que estamos realmente perdendo isso, só não sei o que virá no futuro. Uma outra parte disso é aquela coisa de parar, de desligar um pouco, de silenciar, desacelerar nosso eu.
   Acho que essas coisas estão nos matando muito, nos alienando, estamos nos esquecendo de nós mesmos. To bem chateado com coisas que tenho visto.
     Coloquei um pouco no meu coração de moderar mais essas coisas, que tem ocupado significativa atenção nas nossas vidas cotidianas, ocupado o lugar de pessoas, temos tido com isso quantidade sem qualidade, inchaços sem de fato conteúdo. Não quero minhas futuras gerações, meus filhos ja cresçam se diluindo nessas coisas, quero que vivam mais, tenham contatos e encontros reais e concretos e não só dentro de um ideal ou realidade virtual. Fica o desafio de plantarmos isso na nossa vida e para as próximas gerações.

18 de abr de 2016

Cazuza, Um conservador!

     Nessa música em especial, mas também em muitas outras Cazuza faz duras criticas a ideologias, a visões abstratas de mundo, a pessoas cheias de vontade de fazer uma dita revolução, mas que faziam disso um meio de vida luxuosa. Pessoas que se sentem grandes apóstolos de uma mensagem falida de mudança de mundo para os outros, mas nunca para si mesmo. Eu não sou profundo em Cazuza, não conheço suas músicas e todas as suas opiniões pessoais, mas nessa música ele traduz o que um conservador é: críticos de fórmulas salvadoras, de ideologias, e de idealismos.
     Uma dúvida que fica na mente de muitos é sobre a questão moral de Cazuza e suas opções de vida sexual/ pessoal. Ora ele jamais usou desse expediente para viver, nunca procurou impor isso a outros via escolas publicas e supostas educações sexuais, não reuniu nenhum exercito em prol de uma causa qualquer que seja. Isso são cacoetes de conservador na moda britânica e americana. Podem haver visões abstratas de mundo e ideologias vindas da Direita e da Esquerda, e a crítica de Cazuza é atual e serve para ambos.



Os "progressivistas" sequestram o cazuza como um anticonservador.

'A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára" 

6 de abr de 2016

Tradicionalismo, e Clericalismo na Juventude!


   A nossa época está sendo marcada de um lado pelos que advogam o abandono total de antigas formas, e os que abraçam totalmente novas maneiras de ser igreja em que não queiram ter ligação alguma com o passado, apesar de serem ortodoxos quanto ao conteúdo. Nesse pequeno Texto gostaria de Analisar o fenômeno muito comum em jovens reformados, que é o culto ao tradicionalismo/clericalismo, também podendo se chamar de denominacionalismo. Quero tentar refletir sobre as possíveis causas de se viver assim, amando as coisas antigas, sem nunca tê-las vivida, uma saudade daquilo que ninguém conhece, um idealismo do passado, um saudosismo, também gostaria de brevemente tratar das consequências disso no ser e no viver da igreja.
    Eu pessoalmente sou um amante das coisas clássicas, acredito que podemos e devemos aprender com o passado, com o legado, o exemplo de pessoas, com a fé sincera que muitos tiveram, mas as formas mudam, e essas são sim sujeitas ao tempo, e os jovens não tem compreendido aquilo que se deve manter para o bem da igreja, e as coisas que sofrem alterações culturais também para o bem da igreja. As pessoas de antes não existem mais, só existem as de hoje, nós mesmos por mais que tentemos viver aquela vida idealizada não conseguiremos e cairemos na obsolescência do debate com a cultura, de forma que ela possa ler e entender uma mensagem de verdade nesse tempo de tanta liquidez e superficialidade.
   Por exemplo sou um admirador da vida e obra dos Puritanos,  tento imitar o zelo pela verdade, a busca por uma vida ética agradável a Deus, uma disciplina, uma fé simples, porém bastante eficaz. Muito do que somos devemos aos irmãos puritanos e seus tão belos escritos. Contudo acredito que é um desserviço a eles mesmos, tentar copiar a linguagem, e aplicar estritamente as mesmas coisas que eles em um contexto totalmente diferente, a moral deles era diferenciada, assim como a nossa.
   Sou participante de uma igreja reformada missional e tentamos cotidianamente dialogar em alto nível com a cultura, sem abrir mão de qualquer verdade fundamental do cristianismo. Nossos Cultos são mais dinâmicos, nossa linguagem é mais usual e atual, nossa forma de administrar não envolver excesso de agenda e de cargos, temos todo um colorido diferente, para facilitar em q os visitantes venham e não precisem entrar na máquina do tempo e voltar ao século 16, e sim aprender o Reino de Deus da maneira que ele possa entender. Entendo que há igrejas que acabam passando na conta com o papo de ser "dialogal", mas não podemos por conta disso deixa de refletir sobre a necessidade disso, não podemos cair no pecado de nos fecharmos em si mesmos e nos tornamos uma espécie de "Quackers" do Século 21 (se não souber o que é Quacker joga no google). 
   Fico Triste de ver jovens de 19 anos, cheio de boas ideias se perderem no clericalismo, no classicismo, no tradicionalismo vão, fazendo o que Paulo chamaria de "culto de relíquias", transformando o anuncio do evangelho e uma "boa velha" e não em uma "boa nova". A minha previsão para essas pessoas não é das melhores, suas vidas serão áridas, secas, fechadas, infrutíferas, tudo em troca de uma visão mal orientada das coisas. Que possamos pensar melhor nessas coisas, e viver o evangelho do reino sem qualquer acessório com prazo de validade vencido.

4 de abr de 2016

Sabedoria de Deus ou Intelectualismo mundano?

Nesse mundo pós-moderno há alguns conceitos de sabedoria, ela chega a ser confundida com o intelectualismo, e como estamos na era da informação, onde as pessoas tem acesso a saberem um pouco de tudo, minam por todos os lados ditos sábios, pessoas que entendem sobre tudo. Trazendo pro contexto do Cristianismo mesmo com tantos “sábios” entre nós a situação da igreja tem permanecido na mesma, me arriscaria a dizer em uma nova Era das Trevas, por mais que haja informações, mesmo com o avanço do interesse teológico, há uma nuvem escura de praticas que manifestem o Reino de Deus. Pela situação atual é clara a inutilidade dessa sabedoria confundida com inteligência. A inteligência é a capacidade de aprender, compreender facilmente as coisas, já a sabedoria é como se aplica seu conhecimento de forma sensata, Aí encontramos o problema, pois é, dificultoso colocar toda a informação em prática, e mais difícil ainda é quando no cristianismo encontramos os famosos sabichões, aqueles que alardeiam uma falsa sabedoria acerca das coisas de Deus, quando na verdade o que se tem é sabedoria mundana. Em Tiago 3:15 nos diz que a sabedoria que produz arrogância, sentimento faccioso, ela é terrena, animal e demoníaca, terrena por não ser produzida por Deus, animal por que é sem entendimento, uma estultícia inata, demoníaco por ser ferramenta do inimigo para o não avanço do Evangelho. Essa tríade de Carne, mundo e o Diabo mostra-nos como essa sabedoria é um desserviço ao reino de Deus. Mas mesmo em meio esse caos de intelectualismo mundano o Senhor nos chama em sua palavra para receber sua sabedoria, Se algum de vos necessita de sabedoria peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente... Tiago 1:5. É dessa sabedoria que nós como igreja precisamos, pois a sabedoria que vem do alto é pura, pura por não se contaminar ou diluir, ela é pacifica por produz paz e ensinamentos claros, ela é indulgente por está disposta a perdoar, ela é tratável por estar aberta a ser corrigida por Deus em sua palavra, ela é plena de misericórdia e bons frutos por expressar em amor e produzir ensinamentos eternos, imparcial e sem fingimento, Tiago 3:17. Essa sabedoria do alto é que nos fará tomar decisões e fazer aplicações pessoais a luz das Escrituras, assim manifestando o nosso caráter cristão pra glória de Deus e testemunhando aos incrédulos. A verdadeira sabedoria nos levar a centralizar Cristo em nossas vidas, a sabedoria que Deus nos concede nos revela quem Cristo é, e em que lugar devemos O colocar em nossas vidas, só a sabedoria que vem de Deus pode transformar o nosso coração, a sabedoria que emana de dentro pra fora e que revela a graça regeneradora de Cristo. Um apelo aos jovens amantes do conhecimento que faço, busquem a sabedoria que vem de Deus, pois ela produzirá frutos de justiça e misericórdia, nunca vamos saber de tudo, nós conhecemos em parte, mais um dia conheceremos por um todo, e nessa esperança caminhamos humildemente a aprender com o nosso mestre, pois Dele vem toda sabedoria. Com graça, Patrícia Alves.

29 de mar de 2016

As Batalhas cinematográficas contra Deus!

Fui ao Cinema ver um dos filmes mais esperados nesse ano e não me arrependi, e nem senti como se tivesse perdido meu tempo. A história é sensacional, bem como todos os recursos tecnológicos do filme em 3D quase que nos fazendo assistir de dentro das cenas que eram passadas. Para quem via aquelas montagens do Superman dos anos 70 quando era criança isso significa muito. A minha primeira palavra sobre o filme é elogiar a produção e o roteiro muito bom. Dito isto gostaria de pontuar nesse texto aquilo que só um teólogo pode perceber quando vai no cinema ver um filme que não tem diretamente nenhuma relação com a teologia em si, mas que se percebe nas entrelinhas, na linguagem, nas subjetividades do filme, na cosmovisão e questionamentos apresentados nos diálogos entre os personagens.
     Para quem está por dentro do debate moderno sobre Deus, não é de se surpreender, hoje as pessoas tem presunçosamente "enquadrado" Deus dentro de seus questionamentos, o homem está no centro e Deus está de lado assentado não no trono, mas no banco dos réus, sendo inquirido por esse século, tendo sua bondade questionada, sua soberania, e sua complexidade ignorada. Fico pensando, eu estou lá meio que "imune" por já conhecer os "esquemas culturais modernos", mas outros tantos passa sem ninguém notar. Em muitos diálogos Deus era colocado em questão por eles, principalmente no caso do vilão "lex luthor" falando com o Superman, achei interessante quando ele falava que Deus não estava lá para "salvá-lo" das loucuras de seu pai, ou seja, questionar Deus quando ele não age da maneira esperada, dizendo ou que ele não existe, ou fazendo um papel de mimado. Muitas vezes sem perceber também podemos agir assim com Deus esperando dele algo que ele em nenhum lugar prometeu, mas que você acha que ele é obrigado a fazer, porque ele é bom, como se a bondade dele pudesse ser questionada se não fizer. 
     Querendo ou não, ao mesmo tempo que estamos vivendo um tempo bem religioso, por outro lado vivemos um "desencantamento mundial" com Deus. As tragédias que se dão naturais ou não logo rapidamente suscitam o debate sobre "aonde está Deus", "Deus é justo por permitir isso ou aquilo?", coisas do tipo que refletem o ceticismo moderno, que ao mesmo busca a Deus, porém quando encontra um ser complexo, soberano, bom, ao mesmo tempo que se ira, não consegue aguentar e mergulha no nada e na descrença quase absoluta. 
     Existem outros debates nesse filme interessante também por esse lado filosófico, mas gostaria de ficar por aqui com isso que mais me saltou aos olhos quando vi o filme. Meu pedido a Deus é que estejamos melhores preparados para lidar com os temas e assim poder ajudar mais as pessoas com o evangelho.